A MÃO QUE APEDREJA

  • por em 28 de fevereiro de 2022

Bruno Haddad/Cruzeiro/Flickr

A última semana foi marcada por uma triste marcha-ré civilizatória. De repente, no Leste Europeu voltamos à barbárie da lei do mais forte. Tirando a máscara, Putin se revela o novo Hitler ressurgido quase cem anos depois, com sua política de anexação para “defender” os vizinhos. Famílias fugindo de bombas insanas que arrasam prédios.  A invasão da Ucrânia, em nossos dias, é como peça fora do contexto. Um horror que não pode ser tolerado pelas demais potências democráticas neste mundo globalizado. Até agora, filmes e fotos do inferno arquitetado e executado por Putin correm o mundo, como saldo macabro da ação de mãos assassinas. Um DNA voltado para o mal, nascido e organizado para o mal. Nanometricamente, tivemos no Brasil a amostragem dele. Quinta-feira, em Salvador e Recife, e sábado, em Porto Alegre e em Curitiba, este DNA respondeu presente nas mãos que atiraram bombas e pedras no interior dos ônibus transportando os times do Bahia, do Náutico, do Grêmio, e invadindo o campo, com pedaços de cadeiras, para agredir jogadores do Paraná.  Bombas e pedras jogadas no interior de ônibus são uma extrema covardia. Valem como tiro nas costas de cidadão anônimo ou em recém-nascido. Não há a menor possibilidade de defesa.

Em torcidas organizadas, embora de maioria ordeira, é fácil encontrar grupamentos sanguinários orientados por este tenebroso espectro.

Menos espetaculosa, mas ainda mais mortal, é a mão assassina que troca tanques e fuzis pelo teclado do celular ou do computador. Disseminam-se ódio, mentira, injúria, ofensa gratuita, como receitas de pão de queijo. Nem sempre os alvos são ideológicos. Basta um discordar de opinião. 

Muitas vezes, até em grupamentos familiares ou de amigos, a desativação progressiva de nosso radar do bom senso é tão sutil que desaparece e não percebemos. Também, não entendemos depois tantos cancelamentos…

Por isso, antes de julgar o mundo será prudente um olhar reflexivo.  Pra dentro de nós mesmos e de nossa própria casa. O que estamos fazendo com nossos teclados, nossas palavras e nosso próximo? 

BATE PAPO NO QUINTAL

1. José Fernando Durães Saraiva – reclama: mora no Rio, só tem podido “assistir” os jogos do Cruzeiro pelo rádio.

Meu caro José Fernando, avanços tecnológicos, a agressividade do mercado de streamings, SAFs, etc, acabaram com a antiga tranquilidade de ligar a TV e assistir ao jogo.  Agora, é imprescindível um trabalhoso e, às vezes, custoso ritual. Primeiro, descobrir onde será transmitido e como acessar. Em seguida, comprar o jogo ou o campeonato. E torcer, muito, pra dar certo. Primeiro, a transmissão. Depois, o time.

2.Pepe Legal, sem medo de cutucar caixa de marimbondo.

 “Pelo menos, a gente não precisa ser lembrado como referência de polêmica PELO RESTO DA VIDA!

    Notícia do Supersportes: “Nacho rebate Riquelme sobre polêmica na Libertadores: “Atlético ganhou”. Meia atleticano ainda explica “pressão” a árbitro em revisão do VAR que anulou gol do Boca no mata-mata”.

…Pelo visto, essa Libertadores 2022 vai ser bem interessante”.

Pepe, hoje não saia sem seu colete a prova de balas.
3. Jorge nunca falha com seus milhares de seguidores neste QUINTAL. Sempre tem bem elaborado e diversificado coquetel onde fatos são misturados com versões e o resultado é garantido: o tempero é tão bem feito que, no final, torna-se impossível separar uns dos outros. Como sempre faço, vou pinçar pedagogicamente uma “cepa-coreana”, amostra do conhecido e temível “jeito Jorge de ser”:

“… Se o Atlético entrou com ação de retrocessão do terreno, ele ainda recebeu por ele? Quanto foi, Dalai, que o Atlético recebeu pelo terreno que, afinal, voltava para ele? ”

Meu caro Jorge, com a ação de retrocessão, o Atlético “apenas” recuperou de volta o terreno. De novo, o que ele recebeu veio na transação posterior: O Shopping Diamond Mail.


4. Bruno Araújo de Carvalho concorda com o blogueiro:

“…precisamos de identidade e uma zaga titular pra pegar entrosamento. Em uma zaga que até Brock vem se destacando me dá medo pra sequência… a propósito, obscuras essas tratativas do zagueiro Maicon…”

Bruno, as negociações com Maicon estão na fase montanha-russa. Altos e baixos. O Santos teria proposta melhor. Mas vale a pena torcer pra que fique. Ele chegou a dar declaração que me comoveu – “não é a proposta, é o propósito”. Quase fiz coluna sob esse tema motivacional.

5.Rodrigo Valu comete dois equívocos, sempre reprisados na barraca atleticana e que não têm a menor consistência: 1. Atribuir arrogância e vaidade à torcida cruzeirense. Esta última só está em nosso hino, como figura poética. Nunca fomos arrogantes, apenas felizes por comemorar uma penca de títulos durante décadas. 2. O segundo equívoco é reproduzir nossas manifestações de confiança, após a queda pra a Série B, sem contextualiza-las. Elas surgiram sob o impacto da consternação pela queda. Foi um sentimento de esperança que passou a dominar vários setores da sede administrativa, com ideias fantásticas, revolucionárias, para a disputa e, claro, tendo como motivação também o nosso centenário.  Alguns desses projetos já foram comentados aqui.

Tudo isto, meu caro Rodrigo, vicejou com um entusiasmo difícil de esquecer, naquelas poucas semanas que intermediaram a queda da quadrilha e o surgimento da pandemia que trancou o mundo em casa. De repente, não pudemos nem mesmo comparecer à sede do Clube. Só os boletos não pararam de chegar. Os planos viraram sonhos.

6.Tite no Sportv – Tive a sorte de assistir, sexta-feira, a entrevista de Tite ao Redação, com Marcelo Barreto, Tim Vickery e Charles Gavin. Dos quatro, um show de experiência, prudência, informação, habilidade, humildade profissional, técnica de observação. Podemos discordar das escolhas de Tite. Jamais de seus fundamentos. De pinga, ele nos brindou explicando a diferença entre ignorância e estupidez.  Na primeira, o agente não sabe e fala asneira.  Na segunda, o agente sabe que é asneira mas reproduz. É a estupidez clássica.

Será que Tite está lendo o QUINTAL?

7.Luiz Gonzaga de Barros direto ao ponto:

“Que estamos em outro patamar não há dúvida nenhuma, em passado recente perdemos a classificação para times piores do que o Sergipe” (…) “os dias de casa de mãe joana terminaram…” 

Deus e Pezzolano te ouçam.  Precisamos, sim, de uma defesa definida, treinada, azeitada.

8. Jorge/2 retorna pra confirmar sua ambivalência. Com duas balas no tambor, na emoção, dispara os dois tiros. Um no alvo, outro no pé. Com o primeiro e, inspiradamente, tendo em vista o próximo adversário do Cruzeiro na Copa do Brasil, brinda os 90 mil corajosos leitores deste QUINTAL com a letra do clássico de Antônio Barros e Cecéu, “Bate Coração” (Tum Tum) imortalizado por Elba Ramalho. Nota 10.

Depois, Jorge é Jorge

 “… a Copa do Brasil não pode ser isto aí, né? Isso aí são as fases eliminatórias e é como ir pulando de fases ou de séries. Começa com times muito pequenos, desconhecidos (ou nem tanto, embora pequenos), como se fosse uma espécie de série D.”

Meu distraído amigo: você se esqueceu do time que deu origem à série?  Desculpe-me, não me queira mal, mas vou lhe lembrar:  Afogados da Ingazeira!

9. Filipe Braga vê progressos no time, mas alia-se aos que pedem a implantação, no mínimo, de uma defesa titular. A zaga ideal, nas atuais circunstâncias, seria mesmo Maicon e Sidney. Filipe discorda dos destaques apontados pelo blogueiro e explica:


 “Pedro Castro ainda não fez o que Machado tem feito, mesmo tendo ido mal no último jogo. Roque precisa ir entrando e ganhando vaga aos poucos, até pra não subir à cabeça. Edu (titularíssimo); João Paulo (inconstante, com mais créditos, embora Canesin esteja entrando muito bem), sim devem ser titulares. Mateus Bidu melhorou em relação aos primeiros jogos, mas nem de longe fez 10% do que Rafael Santos tem feito, basta ver as assistências e marcação. ”

Filipe, o importante é que já podemos discutir sobre opções válidas. Isto era impensável nos últimos dois anos. Canesin, embora entrando no quarto final, tem me deixado muito boa impressão.


10. Marcinha Guedes manda recado para que o blogueiro tenha “cuidado com os egos”… Conscientemente, diz referir-se aos técnicos de Cruzeiro e Atlético, pois “uruguaio é sangue quente”.

Mas, e inconscientemente?

Minha cara Marcinha, obrigado pelo conselho, mas, permita-me também alerta-la: Cuidado com os egos dos 4Rs. Só no baralho quatro reis, juntos, se dão bem.

11.Manuel Panhame repercute entrevista do técnico El Turco, a jornalistas argentinos, sobre a rivalidade com os cruzeirenses. Pra surpresa deste blogueiro, afirma que em Belo Horizonte atleticano não usa roupa azul…  Confesso que não sabia.  Claro, houve aquele grotesco episódio do presidente Kalil mandar pintar de preto o manto azul de Nossa Senhora. Ganhou o Nobel do Ridículo.

Ao contrário, nós nunca tivemos qualquer objeção no uso de roupas pretas.  A gente sentia que o Cruzeiro incomodava demais ao Atlético, mas não a esse ponto…

Em Porto Alegre, como se sabe, gremista veta o vermelho em suas roupas e objetos da casa, da mesma forma que os torcedores do Inter não usam azul.

Agora, graças ao ilustre historiador deste QUINTAL, ficamos sabendo: o bullyng azul tinha fronteiras ainda mais amplas…

12. Mão Grande em Pouso Alegre – sábado, só pra não perder o costume nem o ponto, uma garfadinha básica no lanterna do campeonato. Não faz mal a ninguém que seja atleticano…

13. Putin é o seu próprio Rasputin – 

“Rasputin (depravado, em russo), cujo nome era Grigori Efimovich Novykh, um misto de monge e bruxo, foi conselheiro de Alexandra, esposa de Nicolau II, último czar do Império Russo, no início do século 20. No contexto palaciano, o czar era manipulado pela czarina, que por sua vez era manipulada por seu conselheiro mefistofélico e maquiavélico. Essa cadeia de manipulação levou a Rússia ao caos político, econômico e social, por seu catastrófico envolvimento na Primeira Guerra Mundial, culminando no assassinato de Rasputin na Revolução Russa de 1917 e na chacina da família imperial pertencente à dinastia Ramanov. É curioso e simbólico que o nome de Vladimir Putin, que agora envolve a Rússia numa nova guerra de consequências imprevisíveis, faça rima com Raspustin. Putin é seu próprio Rasputin. ” (Túlio Marco Soares Carvalho – Estado de Minas, Espaço do Leitor, 27/02)

GARIMPO

“Tudo de que eu gosto é ilegal, imoral ou engorda”.

(Alexander Woollcott).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

All Comments

Subscribe
Notify of
guest
28 Comentários
Oldest
Newest Most Voted
Inline Feedbacks
View all comments
julianø damien

Belíssima explanação, Dalai!!!
Theodor Adorno (1903-1963), filósofo e sociólogo alemão, aborda, no pós II Guerra Mundial o “educar contra a barbárie”, numa direta crítica ao nazismo – que podemos estender a todos os regimes totalitários -, pelo qual fora perseguido por sua ascendência judaica, e, a educação, como meio de alcançar o esclarecimento, evitando, assim, alinhar-se e adotar-se à “regimes de exceção”.
Completo e total descalabro ocorridos recentemente no futebol brasileiro, como os casos de violência do Grêmio, Bahia, Paraná Clube e outros, direta ou indiretamente agravados pela “cultura do ódio” disseminada em larga escala na rede, à qual, qualquer um pode postar o que quiser e o que bem entende, ficar, manter e seguir a vida normalmente e impunemente, como se nada (de errado) tivesse feito e menos ainda acontecido.
Válida a democratização do espaço e acesso a este, contudo, dever-se-ia ser mais e melhor regulamentado, pois, é excesso atrás de outro, crime atrás de outra, agressão atrás de outra, ofensa atrás de outra, e por aí vai, com a falta de normatização aplicada, normalizando, num todo, a expressão e prática do ódio, discriminações, perseguições, violência, racismo, dentre inúmeros tipos de violência mais.
O italiano Umberto Eco (1932-2016), em comentário que soou como uma bomba e muito repercutiu à época, disse algo do tipo de “a rede ter dado espaço para os idiotas” e me faz lembrar Leandro Karnal quando a explanar ideia semelhante a “hoje qualquer leigo discute com par de igualdade com um prêmio nobel”.
A barbárie, que, não muitos anos atrás, víamos como algo totalmente fora da realidade, parece ser “a regra” da vez. Pior que isso? Aparentemente entramos num túnel ao qual não tem luz alguma – nem no fim dele (isto se e somente se este tiver um fim).
A esperança é que, sim, terá um fim, já que, no processo histórico, ciclos se abrem e igualmente se fecham. Uma pena é que alguns acabam retornando posteriormente – como estudante de História, as coisas que acontecem perdem seu grau de “novidade”, pois tudo o que já aconteceu, cedo ou tarde voltarão a acontecer novamente, e, no fim, a única coisa que não acontecerá (e nem terá chance de acontecer) será “algo novo” de fato.
Com relação ao futebol – e aprofundando um pouco mais -, é esporte que muito já gostei e segui; hoje nem tanto.
Perdeu demais a graça por ser superestimado (em cifras) – quanto mais dinheiro rola, mais se descaracteriza. Hoje, qualquer “chuteira torta” que acerte dois ou três passes num jogo e chegue a fazer algum “gol bonito” – mesmo que por ‘golpe de sorte’ – viram milhares e milhares de dólares ou euros e salários superiores a, no mínimo, 200, 300 mil reais.
Com isso, perde muito seu apelo enquanto “esporte popular”. Não temos mais aquela emoção da geral e das beiras de alambrado: vão sendo substituídas por cadeiras, poltronas almofadadas e outras mais, além do valor dos ingressos e preços de camisas oficiais.
Ingressos a 50, 70, 100, 150 reais – quem tem dinheiro pra isso? Assim como o valor de camisas oficiais.
Enquanto torcedor da URT, faz-me lembrar de minha pequena coleção de camisas oficiais, em número pouco superior a 40 exemplares, do sócio-torcedor (que fazia desde a época do carnezinho, quando era ainda criança), que não mais compro, nem adquiro, haja vista não achar mais graça alguma de acompanhar as partidas.
Que encontremos meios de sair, tanto da violência, quanto do infindável tédio que se tornaram as partidas de futebol, para que, assim, possamos voltar a nos divertir e nos alegrar nas tardes de domingo, novamente nos orgulharmos de vestirmos o “manto sagrado” de nossas agremiações e uma vez mais “enchermos os olhos” ao vermos jogos do esporte que, em época, já fora acompanhado pela palavra “arte”.

att.
j. 28/02/2022 6:47

Sem Paciência

Muuuuuuito! Que texrão!
E quanta bobagem!
Putin foi nascido e criado na UNIÃO SOVIÉTICA! Fez carreira na KGB!
Só não é COMUNISTA até a alma porque, pra eles, isso não existe.
Essa prática de anexar e ESCRAVIZAR é tipicamente comunista/socialista.
São canalhas autoritários a que amam o poder e tratam as pessoas como lixo. CENTENAS DE MILHÕES MORTOS DE FOME E FRIO NA CHINA E NA URSS.
Naziamo é ruim. COMUNISMO/SOCIALISMO É MUITO PIOR!

peppeu

Exato: Holomodor e o Grande Salto para Frente que o digam. Mas a turminha aí não está preparada para ter uma conversa isenta e baseada em fatos incontroversos.

QUE DENOMINPOU AS MARQIS

Sem dúvida alguma Dalai a Libertadores será interessante não só este ano, mas sempre foi interessante em todos os anos em que foi disputada. Com certeza este ano será igual aos outros passados, com as pequenas diferenças naturais que ocorrem de um ano para outro. Como há bastante tempo você e a torcida do time do Ronalducho, também conhecida nacionalmente por Marias e recentemente como Ronaldetes, só caberá ficar sentado em uma cadeira torcendo contra o Galo, pois este timeco não tem nada para disputar à não ser o rural, o começo da Copa do Brasil e o tão sonhado desejo de voltar à elite do futebol brasileiro. Deve ser muito duro e triste ter felicidades futebolísticas só quando o rival perde, já que este timeco fica disputando e comemorando somente o não descenso para a série C. Até festa faz. Que beleza! Quanto à série inaugurada pelo Afogados provavelmente ela tem uma grande sequência. Até Juazeirense gostou desta série. Só falta o Tuntun gostar também. Se ele ´´gostar vocês podem pedir para fechar o time do Ronalducho (aquele que foi acusado de não pagar programas com transexual e de não pagar pensão alimentícia ao próprio filho.) TUNTUM.

Teobaldo

Mais uma derrota da Humanidade.

João de Deus Filho

Hoje, sou obrigado a concordar com tudo o que vc escreveu.
Esse mundo anda muito estranho.
Guerra na Ucrania e guerra de torcidas no Brasil.
Eu fico pensando o que leva um ser humano a odiar e querer até a morte de outro, apenas porque torce por outro time. O Dalai é cruzeirense e apesar de achar que ele tem péssimo gosto futebolístico, jamais vai ser meu inimigo ou odiado por mim. Tenho amigos do peito, parentes e conhecidos que também tem péssimo gosto no futebol e gosto de todos eles.
Eu acho que a justiça (se existisse) deveria acabar com esse negócio de torcidas organizadas.
Apesar de saber que é uma parte dela que age dessa forma animalesca, penso que a extinção e proibição de todas, no país todo, evitaria que pessoas fossem agredidas ou mortas por causa de futebol.
Nossas leis são fracas, nossa justiça é prá inglês ver e ninguém faz nada.
Infelizmente esse é o país que vivemos.
Futebol é alegria, é descontração, é momento de unir, de comemorar (ou chorar.)
Mas, tudo na paz.
Como também deveria ser no mundo todo, que ainda está travando uma verdadeira guerra contra a Covid (essa sim, uma guerra necessária.) E estamos vencendo.
Parecia que o mundo ia aprender, depois de tantas mortes.
Mas, o que se vê são esses animais (que me perdoem os animais), não entendendo que somos todos irmãos, somos humanos, que o nosso bem mais valioso é a vida.
Hoje não é dia de falar de futebol.
É dia de rezarmos pela paz.
Que o ser humano, realmente se torne humano.

Bruno Araújo de Carvalho

Mais uma semana se passa e nenhuma definição sobre o zagueiro Maicon que segue sem jogar.. Precisamos de definiçoes urgentes já que o camp. da Série B bate a porta e os reforços precisam ser pontuais.. No caminho contrário da chegada dos reforços, vendemos o nosso atacante Thiago por uma “Bagatela” que assusta, lembro que se esta política da “qualquer proposta vendemos” acontecer no decorrer da temporada, podemos sofrer bastante na montagem de um time competitivo para a série B. Oremos !!

malco

O mesmo deveria ser dito quando os Americanos e a Otan destruíram Síria, Líbia, Afeganistão, Iraque, Sérvia, quer dizer que um lado pode bombardear o mundo inteiro e você não diz nada quando é o outro que defende seu povo vira Hitler? Não tome partido em conflitos que nem todo mundo vai concordar com você.

Augusto

Qualquer tipo de agressão a direitos humanos, seja de onde venha, é desprezível.
Seja de Hitler, seja de Mussolini, seja de Bush, seja de Putin, seja de quem for.

“A violência não é um sinal de força. A violência é um sinal de desespero e fraqueza.”

Dalai Lama

Jamicel

Bom dia, Dalai!

Rara a qualidade de um espaço como este, o qual mescla geopolítica, esporte, história e reflexão!

Entre trancos e barrancos, o mundo segue!

Como cruzeirense, tenho somente uma apreensão: imaginemos que este conflito escale, tal qual a pandemia, e o futebol paralise mais uma vez, em um momento no qual o Cruzeiro parece se acertar!

Seria trágico, se não fosse cômico…

Ainda, heróica e inspiradora a resistência do povo ucraniano! Lembra, claro, os cruzeirenses que, desde 2019, defendem e lutam pelo Cruzeiro Esporte Clube, o Maior de Minas!

Augusto

Dalai, bom dia
Falou tudo.
O mundo está povoado de idiotas, e o pior é que alguns se acham no direito de definir sobre a vida das pessoas, como ocorre agora na Ucrânia.
Sobre o procedimento de imbecis que atiram pedras e bombas em ônibus e entram no campo para agredir atletas, ou que matam de graça, como no recente episódio do cidadão Congolês, ou ainda daqueles que agridem também animais, ou pior, matam mulheres, eu tenho meu ponto de vista formado.
Não adiante Lei Maria da Penha, não adianta Casas de Correção, nada disso adianta.
Sou da filosofia de olho por olho, dente por dente.
Você atirou pedra no ônibus ? chuva de pedras em você também!
Você agrediu? vamos dar porrada em você também!
Você mata animais ? Vamos matar você também!
Voce agride, mata e desrespeita sua mulher? Vamos agir assim com você também!
Esses imbecis têm que sentir na pele tudo o que eles causam de ruim.
E pra esse tipo de gente, conversa não resolve.
Abraço.

João de Deus Filho

Augusto. Concordo 100% com vc. Eu gostaria que o Brasil fosse um país rígido em matéria de disciplina. E se uma pessoa se acha no direito de tirar a vida do outro, o estado também deveria ter o direito de fazer o mesmo com ele. Tem gente que fala em “democracia” achando que é poder fazer o que quiser.

Sem Paciência

Fala, Dalai!
Bom dia, Cara!

Sejam todos muito bem-vindos ao maravilhoso Mundo do Dalai!

E o time mais honesto e correto, por meio de seu EX-presidente, que não viu nada e não sabe de nada, e ainda se omitiu na hora de expulsar o chamado por ele TSUNAMI Wagão da Massa, quer vir agora cagar regras pro ex-maior rival??? KKKK

Como diria um amigo baiano: “Que porra é essa?”. KKKK

Sem Paciência

Quer dizer, Dalai, que vc quer que todos acreditem que o Galo foi indenizado quando desapropriaram o terreno de Lourdes e não pagou nada quando recebeu de volta???
Sério mesmo???
Que Poder Público de MERDA seria esse que viu tudo isso acontecer na cara de todo mundo e não fez nada???
MENTIRA! ! !
Como também o é a suposta irregularidade na permuta da Prefeitura com o terreno da Arena MRV!
TODOS estão vendo! É noticiado nos jornais diariamente! Cadê o MP-MG, o TJ-MG, as instituições civis, até o TRInaBBB??? NINGUÉM reclama???
Ou são todos frouxos e/ou corruptos ou é porque NÃO HÁ QUALQUER IRREGULARIDADE!

Esse tempo de eu falo e todos dizem amém acabou, Dalai!

Falas mentirosas sem qualquer vínculo com a realidade factual serão frontalmente rechaçadas e desmascaradas!

Marcilio Vaz

Será que Dalaisão da massa está propagando Fake news?

Luiz Antônio Lopes Barcelos

Prezado Sr. Dalai,

Há um tempo venho assustado com o que anda acontecendo na venda dos nossos “Crias da Toca”.
O Flamengo vende seus jovens por R$100 milhões, R$150 milhões. O Santos vende os meninos da Base por R$80 milhões, R$100 milhões.
Nos, vendemos o Cacá por menos de R$10 milhões. E hoje, 28/02/2022, venderam o Thiago, cria da Toca, 21 anos, alto, forte, artilheiro por R$3,6 milhões!!!’ Como dizem na minha terra, ISSO É DINHEIRO DE PINGA! Ou somos incompetentes e burros ou ESTÃO METENDO A MÃO NO CRUZEIRO DE NOVO!!!!!! E ninguém fala nada!!!!!!!!

Concordo. As ´´coisas no Cruzeiro não têm a mínima transparência. Não sou torcedor mas se fosse no meu time tenho a certeza que haveria cobranças incisivas. Aliás este blogueirinho que escreve nesta mal fadada coluna deveria se preocupar mais com o que está acontecendo no Cruzeiro. Até defende a falta de transparência. Será porque? Será que é por interesse próprio, já que por lá passou em todos os cargos? Não sei responder, mas se ele se preocupasse mais um pouquinho com os ´´negócios do Cruzeiro ao invés de se preocupar com estádio do Galo, Shoping do Galo e pênaltis marcados à favor do Galo, e tudo que se refere ao Galo (isto é algum tipo de obsessão mal explicada) poderia cobrar neste bloguinho a transparência necessária. Aliás pergunto aos cruzeirenses: para que serve este cara para a torcida, à não ser ter participado (ocupando os principais cargos de direção) da derrocada cruzeirense? Vocês precisam cobrar dele uma defesa mais incisiva do que acontece no time e também sua participação na falência do Cruzeiro.

Marcilio Vaz

O mundo anda tão complicado! Duas verdades não são minhas verdades, seu modo de ver e enxergar não são os mesmo que os meus. Nos resta respeitar as opiniões.
Os ditos formadores de opiniões, os das mídias, jornais, tvs entre outros meios, disseminam fakes news, implantão o ódio sem a menor responsabilidade, tem que tomar cuidado no que escreve né DALAI. A muita mentira escrita em blogs lido por centenas que tomam aquilo como verdade, as vezes são apenas opiniões.
Temos que lembrar que todo fato tem no mínimo dois pontos de vista, poder enxergar por esses dois pontos, considerando todos os outros fatores socioeconômico que rodeiam esses pontos de vista é de suma importância. Fica a dica Dalai.
Agora diga a verdade, na sua conta vc fez 50 anos de bulling e não está aguentando 3 anos, firma o corpo pq só está começando.
Outro ponto como quatro reis não dão certo! A história já mostrou que três reis magos foram presentear o nascimento do quarto rei, a história está aí para provar que é possível quando não se tem a VAIDADE atrapalhando, entendo seu ponto de vista, cheio de vaidade como você é deve ser difícil você enxergar que 4Reis podem andar juntos e construírem juntos algo. A VAIDADE CEGA!

Jorge

Bom dia a todos!

Boa SEGUNDA aos bbbruzeirenses.

E vamos à resenha do dia!

O Dalai hoje faz uma proposta muito boa: “Por isso, antes de julgar o mundo será prudente um olhar reflexivo. Pra dentro de nós mesmos e de nossa própria casa. O que estamos fazendo com nossos teclados, nossas palavras e nosso próximo?”

Boa! É uma reflexão que todos devemos fazer. É verdade que soou um pouco como autocrítica. Espero que não seja apenas na retórica.

E por falar nisso, eis novamente a questão do terreno de Lourdes do Galo. O Dalai, depois de espalhar a cizânia, resolveu, unilateralmente, parar de falar dele. Mas eu que não gosto de história mal acabada e nem de intrigas ou difamações que ficam por isso mesmo, insisto em trazê-lo de volta. O Dalai na sua penúltima crônica, tacitamente, abandonou a sua tese e acusação de que teria havido desídia por parte de procuradores e de má fé ou má gestão por parte do governador na questão do terreno desapropriado do Galo que voltou a ele graças uma ação vitoriosa de retrocessão. Agora, na mais nova versão do Dalai, tudo foi obra de uma jurisprudência, ou de um “entendimento” que foi mudando com o tempo. Pois é, mas o próprio decreto de desapropriação afirmava que o município tinha prazo para construir ali a sua sede administrativa, sob pena de o terreno voltar ao seu antigo dono. Não era questão de “entendimento”, Dalai. Era questão de norma legal.

E até hoje não entendi onde o governador (já falecido e sem poder se defender da acusação) entrou nessa história, já que o terreno foi desapropriado pela PREFEITURA e foi contra ela que se moveu a ação de retrocessão do terreno. Também não entendi por que os procuradores municipais (e não estaduais, tá Dalai) teriam sido omissos, já que a ação em primeira instância foi ganha pela prefeitura e depois, revisada em segundo grau pelo TJMG e, finalmente, mantida pelo STF. São detalhes que o Dalai deve achar que uma fake news não precisa explicar.

Mas, apesar do recuo dessa penúltima coluna, o Dalai continuou afirmando que o Atlético recebeu NOVAMENTE pelo terreno. Claro que, mais uma vez, não explicou sua acusação. Perguntado sobre isso, agora responde que o Atlético recebeu sim, mas foi da Multiplan, para quem cedeu por 30 anos o terreno para exploração de um shopping center.

Ora, se o Atlético era o legítimo proprietário do terreno que fora recebido em troca de outro de sua propriedade na avenida Augusto de Lima (antiga Paraopeba, hoje local do Minascentro) e teve esse terreno desapropriado, é legítimo que tenha recebido o valor correspondente pela desapropriação.

Porém, o Dalai que nos pergunta o que estamos fazendo com os nossos teclados, nossas palavras e o nosso próximo não conta é que, quando o terreno voltou para o Atlético, após vitoriosa ação de retrocessão, ao invés de ter “recebido novamente por ele”, como maliciosamente afirmou, o Atlético PAGOU para ter o terreno de volta. E PAGOU o mesmo valor anteriormente recebido, acrescido de juros legais. Portanto, o que o Atlético recebeu na desapropriação, ele pagou na retrocessão. Ou seja, o PAGAMENTO feito pelo Atlético na retrocessão, anulou o RECEBIMENTO ocorrido na desapropriação. Onde restou aí o ‘primeiro pagamento’, Dalai? E se o Atlético negociou posteriormente o uso desse terreno com terceiros, onde está o “recebeu novamente pelo terreno” se o primeiro recebimento foi anulado pela devolução do valor recebido, conforme decisão judicial?

Dalai, em nome de sua reflexão na coluna de hoje, cabe um pedido de desculpas ao Atlético e aos Atleticanos pela sua leviana conduta de acusar indevidamente citando fatos inexistentes e distorcendo os fatos que realmente aconteceram.

Mas voltemos ao futebol. O Dalai não concorda quando eu digo que essas primeiras fases da Copa do Brasil se assemelham com eliminatórias para o torneio verdadeiro que começa apenas quando os times ‘premium’, que estão disputando a Libertadores, entram na disputa. Claro, essa é uma interpretação minha do torneio. Há quem acredita já estar disputando a Copa do Mund…, ops, a Copa do Brasil. Tudo bem. Interpretação, cada um tem a sua. Por isso, eu continuo achando que eles ainda estão disputando as eliminatórias da Copa do Brasil.

Mas aí, só para zoar (no pouco que restou), o Dalai lembra do Afogados do Ingazeira para depreciar o Galo que, de fato, disputou as eliminatórias da Copa do Brasil e foi desclassificado por esse time desconhecido até então.

Essa lembrança do Dalai é ótima para discutirmos o que o Atlético e o BBBruzeiro fazem com seus respectivos insucessos. Após o trauma do Afogados, o Galo se encheu de humildade e de brio e deu a volta por cima. Ao invés de ficar contando vantagem para abafar o fracasso, trabalhou pesado e em silêncio. Assim, o Afogados se tornou uma auspiciosa pedra no sapato do Galo. A partir dele, demos um salto verdadeiramente gigantesco. De forma que o Afogados para a torcida do Galo jamais será vergonha. Será a lembrança de como começou essa mais nova fase vitoriosa do Clube Mais Amado de Minas Gerais. O fato de o goleiro do Afogados ter sido convidado para ver o Galo ser campeão da Copa do Brasil de 2021, demonstra bem como no Atlético são tratadas as pedras no caminho: a partir delas construímos nosso castelo.

Já no BBBruzeiro, é tudo diferente. Se o Galo inaugurou a série de eliminações precoces com o Afogados, o BBBruzeiro, que sempre vem a reboque do Galo, continuou com o Jacupiense. E como não aprende nada com a vida mesmo, pode repetir o feito deixando os bbbruzeirenses com o coração na mão (Tum-Tum)! Mas, como diz o filósofo, vamos aguardar!

E o Dalai reclama quando lembramos da vaidade e arrogância do clube dele, que ele jura ser apenas uma ‘liberdade poética’ no primeiro caso e uma fake news no segundo. Mas vamos então aos fatos. Qual dos doze times tradicionalmente considerados grandes no Brasil que, ao ser rebaixado, tentou rebatizar a série B de série A2? É verdade que isso foi tão ridículo que durou pouco. Mas ficou registrado! Qual o time que caiu para a série B (ou série A2) que não calçou as sandálias da humildade, lambeu as feridas e, em silêncio, se preparou para a guerra do acesso? Qual o time que dizia que “série B é para os outros?” ou que “subiremos com os pés nas costas?” Qual o clube que se omitiu em pagar a FIFA para não começar a série B com seis pontos a menos porque, afinal, “não iria precisar daqueles pontos para subir”? Qual o time daqueles outrora considerados grandes que foi para o terceiro ano consecutivo disputando a série B e que ainda não aprendeu nada sobre isso? Dalai, Dalai, contra fatos não há argumentos!

E por último o discreto comentário do Dalai sobre ‘a mão grande em Pouso Alegre’. Discreto porque o Dalai já fez muito mais barulho por muito menos. Vamos então aos fatos. Pênalti claríssimo, o que só demonstra a necessidade do VAR que teria corrigido, com certeza, essa falha gritante da arbitragem. A verdade é que a não marcação do pênalti prejudicou de fato e de direito o Pouso Alegre. E prejudicou também quem estava assistindo a partida. Porque o Galo, que poderia jogar a 100 km por hora, estava jogando a 50 km/h. Precisava levar um gol para reagir. E assim foi. Toda vez que levava um gol, aumentava a velocidade para 60 ou 70 km/h e pulava na frente. Depois voltava aos 50 km/h. Eu acho que deveria ter sido marcado ao menos dois pênaltis para o Pouso Alegre para ver se o Galo iria atingir os 100 km/h que poderia ter atingido se não estivesse naquela preguiça.

E o segundo pênalti a favor do Pouso Alegre poderia ter sido, por exemplo e por transferência, aquele não marcado para o Galo. Aquele que a Maria Janete, ou Janete Maria disse que não foi. Maria, Maria, eu te conheço de outros carnavais. Pra cima de mim, não, tá? Esse era um pênalti num jogo inútil para o Galo, pois tanto fazia ganhar, empatar ou perder. Nem há o que reclamar. Mas o que a Maria Janete falaria de um pênalti, em tudo semelhante, supostamente cometido pelo Léo Silva e que valeu um título de rural para o seu time do coração? (rural para eles, para nós, com muito orgulho – jamais vaidade – título de campeão mineiro!). Aquele foi pênalti, mas esse não foi? Tá Serto, Janete Maria!

Por fim, excepcionalmente saindo do assunto da coluna, uma reflexão sobre a guerra. Algo definitivo sobre isso foi escrito por Erich Hartman: “A Guerra é um lugar onde jovens, que não se conhecem e não se odeiam, se matam, por decisões de velhos que se conhecem e se odeiam, mas não se matam.”

É isso.

P.S.: normalmente gosto de discutir questões de futebol de forma leve e por isso mesmo evito misturar futebol com outros assuntos como política e religião. Apesar disso, a guerra merece uma exceção e é algo que deveria repugnar a todos. Em geral, não há certos e errados em uma guerra. É sempre uma luta insana pelo poder e para submeter outros povos e que causa horrores a uma população civil que nada tem a ver com isso. Dessa forma, não posso deixar de repudiar, na íntegra, a guerra da Rússia contra a Ucrânia. Saber os motivos de cada lado é acessório, já que nada justifica a matança de inocentes. Mas quero aproveitar também para dizer que estranho muito quando algumas pessoas, como tenho visto aqui e ali, carregam nas tintas para denunciar e repudiar ‘algumas guerras’ e ‘algumas atrocidades’ quando são promovidas pelo poderoso “X”, mas que se calam e que se fingem de mortos quando a mesma guerra e a mesma destruição são promovidas pelo poderoso “Y”. Não sei se o autocrata Putin merece o título de ‘Novo Hitler’, mas sei que, se ele merecer, muitos daqueles poderosos que hoje se opõem a seus atos, mas que já fizeram o mesmo anteriormente, merecem o mesmo título. Por que alguns o recebem enquanto outros são aclamados como juízes ou xerifes do mundo? Tão revoltante quanto a guerra é a justificação ou omissão com relação a “algumas guerras”, como vemos e ouvimos serem feitas por tanta ‘gente de bem’.

Manuel Panhame

Muito bem, Jorge! Muito bem dito. Mas eu não entrei aqui especialmente para aplaudir vc, que isto seria chover no molhado… Eu vim primeiro e mais que tudo para assimilar bem esta maravilha que vc postou a respeito do nosso Galo: até ontem não tinha visto nem lido a respeito do fato de o Clube Atlético Mineiro ter convidado o goleiro do Afogados para ver o Time Campeão da Copa do Brasil… Que cruzeiro de historiador é Manuel Panhame, kkkkkkkkkkk, tá percebendo, Jorge? … Meu Deus! O Galo é bonito demais, meu Deus!… Isto aconteceu mesmo, Jorge? Veja, estou custando acreditar não porque duvido de vc, sim porque é bonito demais… O Galo, que já me fez chorar no sábado ao homenagear José Borges do Couto, o Ministro da Defesa, está agora de novo levando Manuel Panhame a sentir os olhos marejados… Eh, Galo!

Jorge

Panhame, como escrevi rapidamente, de cabeça, acabei cometendo duas falhas factuais, embora na essência, permaneça o que eu disse. O goleiro do Afogados foi convidado sim. Mas não pela diretoria do Galo, numa eventual ação de marketing. Foi convidado pela própria torcida que bancou a sua vinda para assistir, não ao jogo da final da copa do Brasil como eu havia dito, mas o jogo do título de campeão brasileiro contra o Bragantino (são tantos os títulos que a gente confunde mesmo).

A chamada da notícia (link abaixo) diz o seguinte: “O goleiro Wallef, que ficou conhecido como o goleiro do boné, do Afogados de Ingazeira-PE, foi convidado pela torcida do Atlético-MG para o jogo da taça. Para os torcedores, Wallef é um dos responsáveis por esse título brasileiro, já que promoveu uma revolução interna no Galo”.

Ao confirmar sua vinda a Belo Horizonte, o ‘goleiro do boné’ afirmou: “Fui convidado e já me prontifiquei a ir. Já tenho uma confraternização com os torcedores neste sábado.”

Agora, me diz qual a torcida de qual time faz uma coisa dessas? Eh, Galo! Você faz a gente chorar de alegria!

Deixo abaixo o link da notícia para quem quiser ler na íntegra, mas não posso deixar passar sem comentário a sua injusta afirmação: “Que cruzeiro de historiador é Manuel Panhame”. kkkkkkkkkkkk. Claro que só valeu pela piada, já que a assertiva é falsa. É o Riascos fazendo escola! Tamo junto!

https://www.uol.com.br/esporte/ultimas-noticias/enm/2021/12/03/torcida-do-atletico-mg-convida-goleiro-wallef-ex-jogador-do-afogados-de-ingazeira-pe-para-o-jogo-da-taca.htm#:~:text=O%20goleiro%20Wallef%2C%20que%20ficou,uma%20revolu%C3%A7%C3%A3o%20interna%20no%20Galo

Manuel Panhame

O Mineirão foi inaugurado no dia 30 de agosto do Ano de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1970. Mais de trinta mil pretos e brancos, festivamente, comemoraram o título, “Setentão Galão, Campeão do Mineirão!” Muito canto, muito grito, mas sobretudo lágrimas, que o Atleticano é daqueles raros viventes que canta na dor e chora na alegria. Só sendo um para saber. O adversário, um simpático Atlético de Três Corações, de charmoso escudo vermelho e branco, contava no entanto com nossa explícita e enfezada má vontade, ele uma filial do cruzeiro, dirigido por João Crispim, profissional desde tempos de antanho ligado ao clube da lama preta. De propósito, relembro os dois times e o nome do próprio árbitro, isto para excitação dos sentidos de todos aqueles em cuja homenagem o Jethro Tull registrou a antologia “Living in the Past”… Withan Marinho dirigiu o encontro, o CAMpeão atuando com Careca; Humberto, José Borges do Couto, o Ministro da Defesa, Vantuir e Hector Carlos Cincunegui de Los Santos; Vanderlei e Oldair; Vaguinho, Pedrilho, depois entrando Romeu, Laci, depois BBB (desculpe, cruzeireiro, tô falando com vc especificamente não: BBB era o Beto Bom de Bola) e Tião… Não me lembro do porquê Dario não jogou. O ACTC jogou com Tião; Marcílio, Peckonick, Aloísio e Geraldo; Miro e Petronilío; Batata, Valdir, Zé Maria e Luis Fábio. Este Batata era Roberto Batata, que faleceu prematuramente num desastre de automóvel em 1976, dia em que Minas Gerais inteirinha, sem a menor exceção, se prostrou, pronunciou tristeza… A torcida, implicada com o onze tricordiano, enraiveceu o time vermelho, eles de acréscimo contando com sua natural inclinação de crias da Toca entendendo de fazer daquele o jogo de suas vidas. O resultado foi uma disputa duríssima. O Atlético seria campeão de qualquer maneira, mas adiar a conquista especificamente contra a filial barropreteira, Mineirão cheio, era tudo que eles queriam e nós não podíamos de maneira nenhuma suportar… Us and Them. Roger Waters, presente ao jogo em minha companhia, me revelou mais tarde que aquele acontecimento alvinegro, de tanto se manter fixado em sua retentiva, terminou lhe fornecendo inspiração, ele em estúdio alguns poucos anos mais tarde na feitura do Lado Escuro… Quem tiver ouvidos que ouça. Retornando ao jogo, sem de fato haver me afastado dele, foi uma legítima penúria pra nós o necessário estufamento da rede… Uma agonia. As goelas Atleticanas, que nunca são de faltar, permaneceram em exercício continuado até os 33 minutos do segundo tempo, Vaguinho, nosso querido Vagno de Freitas, resolvendo finalmente a parada. Aberta a porteira, os filhotes de guaximim receberam em sotaque italiano a temerosa instrução para darem dois pequenos passos para além do meio de campo. Mal feito da parte de quem passou a ordem. Três minutos depois Vaguinho repetindo a graça, volta a provocar o riso, o Mineirão desabando, por fim definitivamente inaugurado.
Difícil inauguração. Dificultada ao mais alto grau. A Máfia, contando com um time espetacular, tinha ainda a seu favor, coisas que nunca foram de faltar, a fiofal largura e o apito amigo, previamente comprado e pago em moeda corrente… Manuel Panhame não é de matar cobra, bicho que ele respeita e do qual se mantém preventivamente afastado… Mas se matasse, não escondia a arma utilizada. Dito isso, propõe ao Quintal um retorno ao ano de 1965, primeiro degrau da difícil escadaria. Tínhamos perdido o jogo do turno, precisávamos de qualquer maneira vencer o do returno… Perdíamos de 1×0 e dávamos aquele básico sufoco, a raposinha se virando como podia, rebolando para segurar o ímpeto do Galão da Massa. O empate estava para acontecer a qualquer momento, do empate à virada era um segundo passo… Tenho particular e histórica antipatia por pontas da camisa sete azul calcinha. Um tal de Wilson Almeida, tinha sido informado previamente dos encontros mantidos pela gente de sua diretoria com o árbitro estrangeiro Juan de La Passion Artez. Eis então que lá pelas tantas, derrubado por Décio Teixeira fora da área, cai com espalhafato, aquela a senha combinada, o apitador ato contínuo apontando para a marca da cal… Temos sangue quente, disso nos orgulhamos. Bater aquele penalty mandrake? Nem pensar. Saímos no tapa, todo mundo brigou, excetuando do nosso lado Buião e Toninho, o
jogo acabando na delegacia e a taça na sede do povo da máfia…
Depois eu conto mais estrepolias extra campo do “maior cruzeiro de todos os tempos”… Eh, Galo!

Marcinha Guedes

Notícia extraordinária estampada em letras garrafais pela imprensa mineira, notícia importantíssima para o futebol do Estado, ela sendo o primeiro passo, notório, para a saída do Clube do Barro Preto da Segunda Divisão. O Atlético por certo também se beneficiará. O América, se souber agir, estará com uma das patas do pompom na segunda fase da Libertas…
RONALDO ALMOCARA COM SERGIO COELHO NO DOMINGO

Marcilio Vaz

Vai não, o Sérgio Coelho está pagando sua promessa e cavalgando até Aparecida do Norte.

Marcinha Guedes

Passando ligeira aqui só pra lembrar o glorioso Oito de Dezembro e que o TrinaB, já suficiente, pode e deve se transformar em Tetra. Na B… Isto aqui tá muito borocoxo. Contentes não, Bruzeirenses? A gte canta então pra animar o quintal “Vem C, vem C!”

Marcilio Vaz

Sou completamente contra a guerra, violência e afins. Mas os interesses pessoais ou de grupos são acima de qualquer coisa. Não estou a favor da Rússia, mas a forma que ela atacou Ucrânia não foi a mesma que os EUA atacaram Iraque, Afeganistão entre outros países? O mundo se calou nesses ataques, a humanidade é realmente estranha. O mundo não gira entorno de nossas interesses.

Filipe Braga

Dalai, semana doída para nós cruzeirenses, diante de tanta empáfia e desleixo pelo Cruzeiro Esporte Clube por parte de Ronaldo e sua trupe.

Se dentro de campo e graças ao treinador a coisa tem evoluído, com múltiplos jogadores rendendo e o encaixe acontecendo, enquanto pensávamos que os maiores obstáculos a novas glórias e ao retorno a divisão principal do futebol brasileiro seriam campos ruins, retrancas, falta do VAR e juízes, acabamos descobrindo o FOGO ‘AMIGO’.

Se Ronaldo tem sua trupe, fica desenhado que querem fazer-nos de palhaços, em um circo que achava ter abaixado a lona. Abrir mão de Maicon, não renovar previamente com Brock e pasmem, vender Thiago, por preço de banana, é inadmissível.

A live de sexta na TwitchTV – aliás, preciso urgentemente saber o horário dessa live, para fazer presença com perguntas ao ex-jogador-do-clube-que-parece-ter-esquecido-a-tradição-que-tem – mostra o quanto ele não está alinhado com a história do clube. Pedir confiança cega é justamente o contrário do que devemos fazer, até mesmo pela história recente.

A venda do nosso melhor centroavante com a bola nos pés – Edu tem mais faro e posicionamento, mas trata mal a bola perto do Thiago – e reserva de luxo, ainda em larga evolução, é uma burrice enorme, até mesmo do ponto de vista empresarial. Quantos atacantes altos e fortes tem a facilidade, locomoção e jogo com os pés no nível que o jogador de 20 anos têm?

Edu tem histórico de lesões, sobrepeso que implica em cansar mais rápido e fatalmente desfalcará o clube em vários jogos na Série B. Também não é o jogador que funcionaria melhor em alguns jogos com retrancas altas e o Ronaldo simplesmente tirou seu reserva e até mesmo potencial companheiro em alguns jogos.

Com 1 ano de Série B, gols, desenvolvimento junto a Pezzolano e até mesmo conselhos do Edu, com o qual mostrou muita sintonia, Thiago tinha tudo para conseguir um mercado e valor muito melhor. Se ainda tivesse sido vendido para algum time médio dos grandes centros europeus… mas foi DADO A PREÇO DE PÃO.

Lamentável… esse é o segundo fogo amigo confirmado pelo triunvirato que veio com o SAF. É torcer para não jogarem nossa chance de subir no lixo ao longo da temporada. Tentar, estão tentando.

Marcinha Guedes

Ave, Coelho!!!