AMANHÃ SÓ QUEREMOS UM POUSO ALEGRE

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  • por em 17 de abril de 2021

Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Flickr

Sem acidentes de percurso; sem traumas; sem riscos na pista.

Já encontramos o entrosamento, como ficou provado contra o Atlético. Agora é só não deixar o danadinho desaparecer, como fez em Natal, no primeiro tempo contra o América de lá. Parece que dá um apagão geral e o fantasma daquele time de condomínio ameaça voltar, com matadas de bola na canela, passes confundidos com tiros de meta, lançamentos pra ninguém.

Sem dúvida, a conta corrente de Felipe Conceição passou a ter folgado crédito após o jogo de domingo, mas, ainda assim, me arrisco com dois pedidos:

1. Marco Antônio, Stênio e Nonoca precisam ser testados em jogo para que se defina: são ou não opções válidas para contribuir nos próximos e decisivos desafios que teremos pela frente?

2. Substituições não precisam aguardar 30 minutos do segundo tempo! Dispensamos viver tão perigosamente como no jogo de quarta-feira. É dar muita chance para o azar. Naquela partida, como em outras, ficou evidente que em 15 minutos os que entraram garantiram a vitória. Já pensou o que poderiam fazer se entrassem no início da segunda etapa?

Pense nisso, meu caro Felipe Conceição. Não é vergonha mudar de opinião. Vergonha é não ter opinião para mudar.

BATE PAPO NO QUINTAL

1. Dcap vai direto ao ponto: “precisamos de 3 jogadores para serem titulares (um lateral direito, um camisa 10 – que seja o Guzman – e um atacante de beirada) ”.

Indica, depois, o seu parcial time titular, que é o mesmo meu, com a inclusão de Cáceres. Por fim, reclama a presença de Nonoca, para ser testado. Penso igual você, Dcap. Além de Guzman, queremos ver também Marco Antônio e Stênio. Virão aí muitos jogos decisivos e precisamos de banco mais variado e qualificado.

2. Jamicel, atento ao pedido do blogueiro para completar a escalação titular do Cruzeiro, confessa não ter conseguido indicar os três restantes. Acho que nem Felipe Conceição. Vamos recordar: escalamos Fabio, Weverton, Ramon, Cáceres, Adriano, Airton, Sóbis e Rômulo. O bom é sabermos que faltam três e eles podem ser escolhidos num respeitável leque: Guzman, Stênio, Marco Antônio, Mateus Pereira.

Desculpem-me, mas quem sabe já há atleticano com inveja?

3. JCSR concorda com a coluna: o primeiro tempo, em Natal, foi difícil de acompanhar. Marcinho (sonolento), Airton e Bruno José com muitos erros. Também, como sugere Rei Melo, é hora de descansar Jadson.

Não apenas concordo, como estou tendo a ousadia de pedir hoje a Felipe Conceição que não demore tanto com as substituições, sempre feitas depois de 2/3 do jogo. Perde-se muito tempo, com risco de levar gol. E é bom recordar: invariavelmente, após as modificações, o time melhora. Então porque esperar tanto?

4. Mauricio Machado apoiando aquele time parcial sugerido, mas acrescentando Mateus Pereira, com essa justificativa ferina: “Ontem (quarta-feira) ele estava mal e o reserva era Ruschel, ou seja, ruim com ele, muito pior sem ele”. Já Airton, que tem velocidade e bom domínio de bola, precisa aprimorar os lançamentos para atrás quando o miolo da área estiver congestionado. Assino embaixo e peço que você leia nosso recado a Jamicel.

5. Galo Doido New York, lamentavelmente ainda longe de seus melhores momentos neste QUINTAL. Percepções continuam confusas após o choque emocional de domingo. Desta vez, mistura Zebra, Golias, Íbis, Mãe Dinah, Davi e Atlético. Há informações de que tem reagido bem às sessões de terapia que usam o vídeo motivacional da conquista do Brasileiro de 1971.

Coragem, amigo. Estamos com você.

6. Eduardo galão da massa é o mais novo reclamante do Procon Celestial porque seu Anjo da Guarda não funcionou. Foi ver se chovia lá fora, e Eduardo atropelou criança atravessando na faixa, escrevendo:

“Mas a parte engraçada mesmo, foi ver a alegria dos meus amigos comemorando vitória no clássico. Pra quem, há pouquíssimo tempo, zoava dizendo que o Galo comemora vitória em clássico e que o Rural não vale nada… a explosão de felicidade por uma vitória magra num clássico que pouco valeu, foi bem acentuada, certo? ”

Que é isso, Eduardo?

Releia os comentários anteriores. Duas semanas antes, os atleticanos formaram um Gabinete do Pânico, só falavam em goleadas. Massacre! Tsunami! Um festival de horrores. Contra o Cruzeiro seria como tirar pirulito da boca de criança.

Agora, o jogo não valia nada?

7. Rei Melo, sem amenizar a crítica dura aos sanguessugas do Cruzeiro, vê finalmente progresso no time. Pede que se dê uma oportunidade a Marco Antônio. E não se dê, mais, a Jadson. Amem.

Mais tarde, explodindo notícias de novas ações ajuizadas – Gaúcho e Egydio – Rei Melo volta ao QUINTAL para lamentar a situação. A revolta é mais que justa. Mas a origem está lá atrás, na absurda situação administrativa que o Cruzeiro vivia. Contratos inimagináveis foram assinados. E, infelizmente, não podem agora ser apenas engavetados. A esperança é que, reconhecida a gestão temerária, os responsáveis sejam condenados a indenizar.

8. Sandro Gonzales não é mais o CEO do Cruzeiro. Ele, que já recebeu prêmio como um dos quatro melhores do Brasil, exercerá outras funções, segundo nota oficial divulgada pelo Clube.

Mais ou menos como, na época daquele fantástico Santos, ser anunciado que Pelé agora deixaria camisa 10 para cuidar do vestiário.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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