ATÉ QUE ENFIM O CRUZEIRO ENTROU EM CAMPO!

  • por em 25 de novembro de 2020

Igor Sales /Cruzeiro / Flickr

Tinha de ser do modo mais difícil, enfrentando o líder que sofreu até agora apenas uma derrota e não perde em seu campo desde que D. João VI voltou pra Portugal.

Tinha de ser quando boa parte dos cruzeirenses torcia pra perder de pouco.

Tinha de ser jogando com 10 o tempo todo, já que Patrick Brey era um chapecoense infiltrado.

Tinha de ser depois de uma partida com outro catarinense da zona de rebaixamento, jogando acuado em nossa casa, perdendo praticamente todas as segundas bolas e as divididas.

Tinha de ser contra o time mais organizado e a defesa menos vazada, um catarinense líder, que o Cruzeiro iria despertar da letargia, passando a jogar futebol como fez – e bem – nestes últimos cem anos.

Como previ ontem, nosso estoque de jogadas horríveis se esgotou. Finalmente para a alegria da Nação Azul vimos em campo um pouco do Cruzeiro-Raiz. Ganhamos quase todas as disputas de bola no meio. Tabelamos no último terço do campo, chutamos a gol com perigo, não rifamos bola, jogamos pra frente. Isto é tudo que a gente pedia.

Foi a melhor partida do Cruzeiro neste ano, superando, a meu ver, o jogo contra a Ponte Preta.

Rafael Sobis, com ótima atuação e o gol da vitória, mostra o quanto Felipão estava certo em trazê-lo de volta.

É apenas o começo mas penso que o time ideal está próximo do que jogou o primeiro tempo, com o retorno de Mateus Pereira.

A defesa com Manoel, Ramon e Cáceres teve nota 10. Nossos volantes, também.

Pessimistas de plantão vão dizer: foi apenas um jogo bom, mas e os 10 horríveis?

Sim. Mas uma caminhada de mil quilômetros começa com o primeiro passo.

Há uma luz no fim do túnel e, pela primeira vez, não é o trem se aproximando.

BATE PAPO NO QUINTAL

Medida liminar da Justiça, concedida ontem, suspende a votação do novo Estatuto, para a tranquilidade dos que desejam mais transparência, tempo de debates, com votação presencial após o fim da pandemia. Em verdade, não se entendia a razão de tanta pressa, entregando-se a condução da votação à Mesa diretora do Conselho Deliberativo que terá o mandato extinto dia 31. O sistema eletrônico imaginado para a votação virtual deveria ser ensinado por curso de no mínimo uma semana para os 2 mil votantes.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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