CAÍMOS DA PONTE

  • por em 23 de dezembro de 2020

Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Flickr

Com aquele primeiro tempo de 70% de posse de bola da Ponte, jogadas de ataque desperdiçadas bisonhamente, a gente sabia que o segundo tempo seria a tragédia anunciada.

Vencendo por 1 x 0, a exemplo de outros jogos, nunca partimos para o segundo ou terceiro gol, para consolidar a vitória. O gol foi aos 9 minutos e logo em seguida três jogadas de ataque até os 20, deram a impressão de que desta vez seria diferente. Era ilusão. Pouco a pouco, os ataques da Ponte foram se avolumando, bolas perigosas cruzando a nossa pequena área, o quase gol se repetindo, e uma passividade irritante do nosso lado, à espera do apito final. Uma verdadeira roleta russa e estava claro que a qualquer momento a bala estaria na agulha.

Nove milhões de torcedores, angustiados, tentavam com os olhos e coração empurrar o time pra frente. A imensa corrente psicológica vinda de 70%    de Minas Gerais, vários pontos do Brasil e do exterior não foi suficiente para ajudar a ganhar quem só queria empatar.

A justiça obriga reconhecer que no meio de campo houve luta brava e em várias ocasiões ganhamos na raça. Lapsos de coragem e de honra desta gloriosa camisa estrelada. Mas foram apenas lapsos. No conjunto, prevalecia a habitual apatia, a vontade conjunta de defender e não de atacar.

Uma lástima ver o nosso time envolvido pela Ponte Preta, como foi pelo Avaí, pelo CSA, pelo CRB e e outros mais que tenham uma meninada disposta a jogar pra frente.

Mais uma vez, falando só em meu nome de sócio benemérito do Cruzeiro, peço perdão a você, torcedor angustiado que, como eu, vai demorar a encontrar o sono nesta noite.

BATE PAPO NO QUINTAL

Na habitual entrevista após o jogo, um impaciente Felipão voltou a afirmar que o Cruzeiro precisa ainda de mais pontos para se livrar da série C. Indagado porque o time não partiu para consolidar a vitória, preferindo recuar e porque demorou a fazer substituições, respondeu apenas que mudou na hora que achou que devia mudar.

Uma pena não ter explicado a tática usada, esclarecendo aos torcedores as suas razões objetivas, porque tanto os comentaristas quanto a maioria de integrantes de grupos sociais acharam que as substituições demoraram fatalmente a serem feitas. Giovanni, por exemplo, nos poucos minutos em campo, mostrou uma qualidade de produção que poderia, quem sabe, alterar o resultado do jogo, se tivesse mais tempo. Lamentável.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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