CALÇANDO A CARA

  • por em 22 de setembro de 2020

Bruno Haddad/Cruzeiro/Flickr

Escorregamos feio, demos vexame, caímos nas armadilhas mais infantis do futebol, fomos dormir “p” da vida. Mas hoje é um novo dia. Passamos água no rosto, calçamos a cara com a coragem que não sei de onde tiramos, suspiramos fundo e vamos em frente.

A vida continua. O fim de semana foi um inferno porque além da queda em Maceió, tomamos o coice da liderança do nosso rival na Série A. Muita desgraça para uma noite só, com foguetório e buzinaço varando a madrugada.

A quem emprestei o ouvido pra escutar as mágoas, lembrei sempre: 

– Deixa, que eles têm razão de festejar como se o mundo fosse acabar amanhã. Primeiro, não sabem o quanto isto vai durar. Segundo, estão “descontando” dez mil reais, do título de um milhão de gozeiras dos últimos 60 anos, com raríssimas interrupções.

No fundo, cada um de nós sabe o nosso lugar: Hoje, o Atlético está o Maior de Minas; O Cruzeiro é o Maior de Minas. Uma diferença que a sala de troféus explica.

Bola pra frente.

A esperança, no futebol, é uma plantinha sem vergonha. Desfolhada, seca, pisoteada, basta o sereno da madrugada e uma pinta verde surge no chão duro. Vamos reagir nestes dois próximos jogos, em nossa casa. Há jogadores nossos precisando de um descanso estratégico. Líderes em dezenas de batalhas, responsáveis por tantas “páginas heroicas, imortais” devem hoje ser poupados, para a imprescindível reciclagem. 

Pensando assim, dezenas de nossos 9 milhões de técnicos vieram ao QUINTAL colaborar com Ney Franco, dando “cola” para a escalação do Cruzeiro:

Vitor Eudes, Cáceres, Manoel (Marlon), Cacá e Mateus Pereira; Jean, Machado e Regis; Airton, Marcelo Moreno e Weliton (Arthur Caike).

Você aprova?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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