COMEÇAR DE NOVO!

  • por em 11 de setembro de 2020

Bruno Haddad/Cruzeiro/Flickr

Foram apenas dois treinos.  Pouco pra gente esperar mudanças profundas em campo, nesta noite, contra o Vitória. Mas na cabeça do jogador é possível que coisas importantes tenham se alterado para melhor e a bola não mais queime nos pés, obrigando jogadas desesperadas como aquela que resultou no gol de empate do CRB. A feliz entrevista de Ney Franco ao assumir o comando técnico deste Boeing fantástico chamado Cruzeiro, passou confiança de quem conhece a Casa e sabe o que está falando. O jogador precisa disto em campo para colocar em prática o que sente que sabe fazer mas não vinha tendo coragem de tentar, pelo medo de errar. 

Tudo tem sido diferente para o Cruzeiro neste pós-guerra doloroso de passar. Sobram boletos e faltam recursos. Mas como a vida não pode parar, os jogos vão nos atropelando e hoje a tabela nos coloca numa posição que nem nos piores pesadelos a gente imaginou estar um dia: zona de rebaixamento da Série B!

No deserto, durante as tempestades, o avestruz enfia a cabeça na areia e espera passar. Embora muitos cruzeirenses tenham agido assim durante o tsunami que nos atingiu no ano passado, alguns tiveram a coragem de fazer o contrário: levantar a cabeça e enfrentar os desafios de vida ou morte. Reflexos destas batalhas continuam atingindo o gramado, como uma chuva tóxica, e provocam aquelas dezenas de passes destramelados que mandam para o lixo jogadas tentadas a partir do meio de campo. Falta confiança. Coragem para arriscar.   

Ney Franco passa tranquilidade e a bola vai mostrar isto nesta noite. Com paciência e boa vontade, veremos o início de um novo Cruzeiro!

BATE PAPO NO QUINTAL

A coluna de ontem, se não valeu nada, como parece e sempre admito, serviu pelo menos para arrancar de leitores qualificados observações mais que oportunas. José Antônio, Geraldo, Douglas Faria e Celio Maciel de Oliveira, cada um com seu enfoque, valorizam este QUINTAL.

Concordo que alguns contratos do Cruzeiro com jogadores, preparadores e pessoal da Administração são verdadeiramente criminosos pela lesão aos cofres do Clube. Defendo a arguição de nulidade deles, na Justiça, exatamente pela disparidade de condições entre as partes: o ônus fica só para o Cruzeiro.

Discordo quanto das críticas pela contratação de Ney Franco. Não tínhamos muitas opções válidas, recomendáveis. Foi a melhor escolha e merece nossa expectativa positiva.  

Concordo que escolhi mal o psicólogo para tentar recuperar o meu filho atleticano.                

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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