CRUZEIRO X AMÉRICA

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  • por em 29 de abril de 2021

Bruno Haddad/Cruzeiro/Flickr

Ainda estamos formando um time, mas já podemos ter esperanças em um bom jogo.

As últimas partidas autorizam uma expectativa otimista, mesmo enfrentando uma equipe estruturada e bem treinada como é o América.  Um teste pra sabermos o que somos. Brilhos ocasionais ou um conjunto que se harmoniza no começo, meio e fim?

A partida de domingo vai nos responder. Teremos pela frente um adversário que brilhou na Série B e nos dará amostra real do que nos espera nesse campeonato.

Para o bem ou para o mal, vamos cair na real.

Para a Nação Azul são animadoras as previsões de que nenhum resultado, empate ou vitória de Cruzeiro ou América por placar apertado, seria surpreendente.

Há três meses a gente podia ter essa expectativa?

Penso que esse simples sentimento comprova a evolução do Cruzeiro. Há apenas 90 dias estávamos reclamando de ver um ajuntamento no lugar de um time. Não havia conexão entre defesa, meio de campo e ataque. Escanteios e faltas eram batidos com criminosa negligência.

Hoje há um time em campo vestindo a camisa do Cruzeiro. 11 homens falando a mesma língua. Tratando a bola como amiga.

Óbvio, ainda não é o ideal. Temos muito a melhorar, e algumas peças a trocar. Mas estamos no caminho certo.

Motivo de particular alegria deste blogueiro é a forma como passamos a cobrar escanteios e faltas.

Isto vai dar samba. Quem sabe, neste domingo?

BATE PAPO NO QUINTAL

1. Renato Junior Pereira pede emprestado espaço neste QUINTAL pra que diga: “Fora CUCA!!”

Indeferido.

Mas, Renato, se quiser passar pra “Fica CUCA! ” pode preparar as faixas.

2. Marcelo, com razão, censura o imbróglio que se criou em torno da contratação de Guzman. Parece óbvio que muitos ali não fizeram a lição de casa. Nesse festival de erros, a torcida é para que as falhas deles sejam maiores do que as nossas. E possamos sonhar com reparações.

O que você faria na presidência com o marketing do clube depois desse fiasco? ” pergunta Marcelo.

O melhor teria sido montar um Marketing que não pisasse assim na bola. Procurei fazer isto.

Por último, Marcelo faz excursão relâmpago ao seu mundo sócio-filosófico e garimpa uma pérola, possivelmente de autoria dele mesmo:

“No mundo atual, sobra semiótica e falta semântica. ”

Como não sabemos, e deveríamos saber, a semiótica é a arte de comandar por sinais, enquanto a semântica tem a ver com o significado das palavras, a evolução de seu sentido.

No popular:

“No mundo atual, como se voltássemos aos tempos das cavernas, estamos trocando as palavras por sinais. ”

Qualquer conexão com WhatsApp não é mera coincidência.

3. Galo Doido New York, recentemente agraciado com 200 ml de sangue de João De Deus Filho, nosso guru da racionalidade, dá mais uma demonstração do quanto evoluiu no campo esportivo. Prefere não dar palpites sobre os próximos jogos:

“… gato escaldado tem medo de água fria e já queimei a língua uma vez…”

Bendita transfusão!

4. Antunes Carlos está enxergando o copo meio vazio e acha que é prematura qualquer conclusão sobre o Cruzeiro, pela fragilidade dos testes. Pode ser que sim. De qualquer forma, domingo, o Cruzeiro vai encarar um desafio Série A. Quanto aos reforços, de pleno acordo. Pelo menos dois.

5. Guioday Rodrigues reduz a pó a vitória do Cruzeiro sobre o Patrocinense que só não é pior do que os rebaixados.

Depois profetiza:

“Quero ver quando começarem a perder. Ganhando e enganando, tudo é festa…”

Cuidado, Guioday. Esta praga pode reverter!

6. Bruno Filipe, solidário, oferece “abraço de consolação” aos atleticanos, por causa desse “timinho de milhões, que não tem entrosamento nenhum”.

É do folclore popular que abraço não se recusa.

7. Rei Melo alivia o chicote: “realmente, algumas peças melhoraram muito o time (Rômulo, Adriano, Weverton) ”. Tal como o blogueiro, pede mais chances para Marco Antônio. E incluo o Nonoca. JCSR apoia Rei Melo.

8. Lucio Soares une-se aos que estão vendo progresso no time, destacando Adriano e Rômulo, mas reclama a falta de um meia, para ajudar na armação de jogadas. Acho que Claudinho e Marcinho, neste novo Cruzeiro, precisam ser testados. As fracas atuações anteriores não podem ser testes definitivos porque aquele time não era um time.

9. Cidinho Bola Nossa, lenda do futebol mineiro, está sendo relembrado em alguns comentários. Alcebíades Magalhães Dias bandeirava um Atlético e Botafogo, em 1949, quando a bola saiu para a lateral e o zagueiro atleticano Afonso, próximo ao lance, não se movia. Foi, então, convocado pelo Cidinho, aos gritos: “Bola nossa, bola nossa!!”

O apelido pegou e, a cada jogo, Cidinho fazia questão de justifica-lo.

10. Teobaldo querendo tocar terror solta gozação: vamos subir “com os pés nas costas” e as outras equipes, nossas concorrentes, “estão desesperadas. ” Meu caro Teobaldo, essa brisa otimista passou sim, pelo Barro Preto, em fins de 2019, quando nem tínhamos ainda noção da extensão do Corona-Wagner e o Coronavirus confinava-se a algumas notícias vindas da China. Chegamos, sim, a planejar uma participação histórica na Série B, como já foi comentado neste QUINTAL. Aí veio o tsunami.

Para esta Série B que se aproxima não há aquela brisa. Pelo contrário, há permanentes ameaças de chuvas e trovoadas. Os pés saíram das costas e estão firmes no chão. Vamos encarar batalhas pesadas. E queremos vencer.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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