DOUTOR DA BOLA PRESCREVE RECEITA

  • por em 31 de dezembro de 2020

Arquivo Estado de Minas

Na Folha de São Paulo, em sua admirada coluna, Tostão fez ontem, sem ter este propósito, um perfeito diagnóstico do Cruzeiro.

Focalizando os quatro finalistas da Copa do Brasil – América x Palmeiras; São Paulo x Grêmio – que ontem definiram os que disputarão o título (Palmeiras x Grêmio) Tostão intitulou de CORAÇÃO E ALMA DE UM TIME a sua coluna, com este subtítulo: O meio-campo contrai e relaxa, sístole e diástole, acelera e cadencia.

Para ser publicada na quarta-feira, a coluna certamente foi enviada à redação da Folha na terça, no máximo até as 19 hs. Ou seja, Tostão escreveu antes do jogo do Cruzeiro contra o Cuiabá. Mas as lições que dá parece retiradas de tudo que, embora imprescindível, não se viu naquela horrorosa partida. Um amontoado de jogadores, sem qualquer esquema.

Ensina o mestre:

“O meio-campo é a alma e o coração das duas equipes. (…) Assim como o coração leva o sangue para todo o corpo, o meio-campo leva a bola para todos os cantos do gramado, para os jogadores de todas as posições. O meio-campo contrai e relaxa, sístole e diástole, acelera e cadencia, alterna a ousadia com a prudência. A razão com o sonho. É a vida. ”

Agora por atestado médico, sabemos porque o Cruzeiro não tem nem alma nem coração.

BATE PAPO NO QUINTAL

1. Nada mais evidente do que um fato. Opiniões, versões, pareceres sempre comportam discussão e enfoques diferentes. Contrariamente, contra fato não há argumento. Que o Atlético recebeu duas vezes pelo terreno de Lourdes é fato. Com documentos, recibos, números dos dois processos, etc. E nenhum desprimor para a Justiça. O Estado quis perder para ajudar o Atlético a sair da crise.

2. Correm listas de apostas em vários grupos azuis: quantos jogos mais o Cruzeiro fará como time de condomínio, um ajuntamento sem a menor noção de equipe de futebol?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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