E DAÍ?

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  • por em 2 de março de 2021

Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Flickr

Passado o bendito tempo de reflexão, medindo mais as palavras, revisitando conceitos, você repete agora o que escreveu ou falou logo depois do nosso empate com o Uberlândia?

Como já disse aqui neste QUINTAL, tenho a honra e o privilégio de fazer parte de 42 pacientes grupos sociais. Eram 45, mas três não me suportaram. Em sã consciência, não se pode tirar a razão deles.

Boa parte desses heroicos 42 grupos apoiou o que escrevi pós-jogo, entendendo que houve, sim, progresso de nosso time. Afinal, depois de 30 partidas jogando pra trás, vimos uma com 27 ataques nossos, três bolas na trave, duas chances claríssimas de gol.

Ah, mas foi contra o Uberlândia, time de Série D”, argumentaram outros, me acusando de tentar – “mais uma vez” – plantar ilusão para enganar os cruzeirenses. No lamentável domínio da intolerância em que vivemos, até palavrões recebi por não pensar igual a quem me atacava. É sobretudo para esses exaltados “donos” da verdade que transcrevo parte de quatro ponderados comentários aportados neste terreiro:

Carlos Aguiar:

Concordo plenamente com a análise do jogo, pois o Cruzeiro teve um bom toque, parou de rifar a bola e procurou o gol insistentemente. Só não podemos esquecer dos “velhos novos erros”.

Gleison Flávio:

Concordo com tudo. O aspecto que mais gostei de ver no time – e espero que seja uma tônica, uma marca do Felipe – é que vários jogadores bateram muito de fora da área, desde o início do jogo. ~

Yuri:

Mudou a chave, temos agora um técnico com proposta de jogo mais ofensivo e intenso, estilo mais condizente com nosso DNA e com o que a nossa torcida gosta (…) Agora é esperar que esse caminhão de finalização vire um caminhão de gols.

Marcelo:

“O Cruzeiro atacou sempre e de forma contundente como a gente esperava. Normal ainda o desentrosamento (…) Parece que pelo menos o nosso Cruzeiro encontrou a sua vacina.!

Em verdade, foi apenas o primeiro jogo oficial de um time 60% renovado, após três treinos coletivos. Óbvio que não se podem tirar conclusões definitivas. Mas houve sinais. E são positivos.

BATE PAPO NO QUINTAL

1. Augusto chega estourando bola dividida: “prefiro ver o Galo cem anos sem brasileirão, mas ver o Cabuloso dois anos na série B. É bom demais. Nada paga. ”

Por isso sempre digo que temos dois times. Vitória de um e desgraça do outro têm mais ou menos o mesmo peso.

Como em meio século o Cruzeiro arrasou, ganhando quase tudo, e o Atlético – com exceção da era Kalil –  não ganhou nada, pode-se imaginar o quanto sofreram com o nosso bullying. Fiz até coluna pedindo perdão aos atleticanos. Isto são fatos!

Por favor, se houver contra-ataque, que sejam também com dados reais. Achismos, opiniões, paixões neste caso valem tanto quanto um canivete sem cabo que perdeu a lâmina.

2. Jorge, Sem Paciência e Galo Doido New York: copiei/ colei suas mensagens e pedi parecer psicológico de renomado especialista. Recebi laudo de cinco páginas, com esta conclusão:

“Pertencem a um mesmo grupo e parece terem se unido em razão de frustrações passadas decorrentes do futebol. Um fenômeno conhecido por transferência faz com que se sintam compensados em desconstituir, menosprezar, criticar de qualquer forma a entidade responsável por tão grande e prolongado sofrimento. No presente, expectativas não alcançadas pioram o quadro, de modo geral”.

Assim como 007 tinha licença pra matar, penso em criar pra vocês uma carteirinha de “licença pra atacar”. A vantagem é que, por se tratar de recomendação médica, o bombardeio não precisa atender nem ao bom senso nem aos fatos. Pode ser aleatório, desprovido de qualquer lógica. Por exemplo: um título de campeão da Libertadores é maior que dois; um título de campeão brasileiro é mais do que quatro, e uma Copa do Brasil é maior que seis.

Pronto: QUINTAL pacificado!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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