É HOJE! VAMOS CONFERIR?

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  • por em 25 de abril de 2021

Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Flickr

Treinos, disposição, expectativas não faltaram.

Desde quarta-feira, pela manhã e à tarde, a meta na Toca 2 foi única: montar um time com padrão de jogo em que defesa, meio de campo e ataque falem a mesma língua.

Há quase dois anos esperamos isto e só agora, nos últimos jogos, começamos a ver um esboço do ideal, consideradas as nossas limitações gerais.

Sexta-feira, após o treino, Felipe Conceição abriu o coração em entrevista à Radio 98:

“Hoje, dei um treino que eu saí orgulhoso. Esse é o caminho, é o trabalho. E os atletas são dignos da minha emoção e dos elogios. Com essa pressão, não é fácil construir algo de novo, mas eles estão se dedicando. ”

Raro, ouvir confissão assim de um treinador. Recorda componente nem sempre percebido pela nossa paixão de torcedor, agoniados que ficamos para reencontrar logo as vitórias: o emocional de quem está em campo, vestindo aquela camisa pesada de tantas glórias!

No bolso, salário atrasado; na cabeça, a Série B, notícias de desfalques, ações policiais, bandidos transvestidos em conselheiros; mas, no peito, a camisa que vestiu Tostão, Dirceu Lopes, Piazza, Procópio, Alex e dezenas de craques inesquecíveis.

Vamos concordar: pesa muito!

Desculpem-me ter criticado tanto as matadas de bola na canela, os chutes pra fora do estádio, os passes de tiro de meta. A emoção embaralha os sentidos.

Agora, felizmente, os indicadores são de que, a duras penas, estamos melhorando em especial no entrosamento. Já foi um alivio acabar com aquela irritante, improdutiva e infindável troca de passes laterais na nossa intermediária até o recuo e Fabio dar chutão pra frente, onde nosso atacante cometia falta no seu marcador. Era assim com 10 minutos de jogo, ou aos 5, da prorrogação, perdendo por 1 x 0.

Não estamos mais vendo essa cena fantasmagórica. E não queremos revê-la hoje à tarde.

A expectativa é a de um time começando a se encontrar.

BATE PAPO NO QUINTAL

1. JCSR concorda com o blogueiro e espera ver hoje “a equipe com um padrão de jogo mais definido”. É o que todos esperamos e o que as últimas partidas nos motivam a esperar. Pena a ausência de Rafael Sobis, suspenso. Que o treinador tenha toda inspiração do mundo ao decidir quem escalará para vaga. Só não queremos mais do mesmo que não deu certo.

2. João De Deus Filho, nosso guru da racionalidade, adverte: “hoje o torcedor azul é vidraça, mas amanhã a situação pode se inverter. ” A roda gira. Só não sabemos com qual velocidade. Apesar de manter os pés no chão, João revela o seu sonho de fim de ano: o Cruzeiro não subir de novo, ficando com direito de pedir música no Fantástico, por 3 participações na Série B.

Apesar de não termos ainda limpado a casa, vamos fazer o possível e até um pouco do impossível para que isto não aconteça, esteja certo disto.

Acho que agora tenho o direito também de contar o meu sonho de fim de ano para o Atlético: que a Selegalo-2 tenha o mesmo êxito da Selegalo-1.

3. Galo Doido New York, após tanto tempo no exterior, assimila o espírito americano de levar vantagem em tudo. No momento em que o IBGE decide não fazer o censo, lança na conversa o IDGE –Instituto Dorense de Geografia e Estatística, assim como quem não quer nada… Vai ver, já está com patrocínio da MRV.

4. Sem Paciência faz novas abordagens sobre futebol, a maior parte delas com indesmentível procedência. Por exemplo: “não se pode fazer um grande time com jogadores medíocres. De tempos em tempos, um bom resultado e nada mais. É o “imponderável”, caso do último clássico…”

Temos que concordar.

Jogadores medíocres jamais farão um grande time. Mas, em contrapartida, medalhões farão sempre um grande time?

Esta pergunta o Atlético está respondendo, até agora, de forma negativa. Concorda?

5. J Fernando, com propriedade, lembrando que o Cruzeiro já era bicampeão da Libertadores e tricampeão da Copa do Brasil, mas para os atleticanos os títulos não valiam nada porque não tinha Brasileiro (o que, em Minas, só o Atlético tinha). Até 2003, aqueles títulos do Cruzeiro eram nada…

O resto da História é conhecida: chegamos a 4 Brasileiros e 6 Copas do Brasil.

Será que agora valem?

6. Atlético:

“A considerar a primeira rodada da Libertadores e a última do Mineiro, não há time pior que esta selegalo. Sem alma, sem tática, sem vontade, sem nada. ”

Quem escreveu é Fred Melo Paiva, um dos melhores colunistas do Brasil, atleticano de raiz, no Superesportes, sábado.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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