HOJE E AMANHÃ: TREINOS. DOMINGO É JOGO!

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  • por em 23 de abril de 2021

Bruno Haddad/Cruzeiro/Flickr

O que vamos mostrar em campo?

Em primeiro lugar, o mesmo time base dos últimos jogos, com a colocação de novas e melhores peças, a serem indicadas pela maratona de treinamentos nesses dias. Que se façam mil experiências, ainda mais que Rafael Sóbis estará suspenso. Que se troquem peças mas que, por favor, domingo seja apresentado um time de futebol!

A sequência de jogos decisivos que se aproxima não nos deixará tempo para novos testes em treinamento. Eles precisam ser feitos agora, com rigorosa aplicação, para que se evitem surpresas frustrantes nos jogos. Lugar de detectar e prevenir fracassos são os treinos, não as partidas oficiais. Não aguentamos mais passar por sofrimentos que podem ser evitados. Bastam – e muito – os inescapáveis.

Depois de inúmeros jogos sem conseguirmos um padrão mínimo de futebol, começamos a mostrar evolução nas últimas partidas, coincidindo com a acertada troca de peças.

A expectativa da Nação Azul é ver, em campo, resultados positivos de treinamento.

Meu caro Felipe Conceição: sabe aqueles jogadores que você insistia em escalar; que brigam com a bola o tempo todo; que não acrescentam nada; que você demorava até os 30 minutos do segundo tempo para substituir?

Esqueça deles!

BATE PAPO NO QUINTAL

1 Ulisses, raivoso, aborda as críticas à arbitragem, ataca o blogueiro (“ Dalai, como sempre, falando m.”), esperneia e, depois, distraído, dá tiro no pé:

“temos uma única Copa do Brasil, mas ganhar de vocês, Mineirão cheio de marias, isso não tem preço. Não troco pelas suas seis e isso é o que MAIS INCOMODA VOCÊS…”

Será mesmo, Lissinho?

Para ganhar o nosso hexa campeonato de Copa do Brasil, vencemos finais contra: Grêmio, São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Flamengo (duas vezes). No campo deles!

Realmente, você não trocaria?

A mágoa contra o Cruzeiro é tão grande assim?

Uma sugestão: Não responda com raiva, que é má conselheira. Deixe passar umas semanas. Aí talvez você nem vai precisar responder.

2. João De Deus Filho estranha que o tema Yeison Guzman não tenha sido comentado no QUINTAL. João, tudo estava e está mal explicado, até agora. Melhor aguardar.

Quanto às nossas esperanças com o time, o Saci não jogou balde de agua fria. Uns respingos, apenas. Nada que altere nossa expectativa positiva. A duras penas, acho que estamos crescendo. E o Atlético?

3. Sem Paciência, numa funda digressão sobre futebol: bons e caros jogadores fazem times vencedores. Talento custa caro. No Cruzeiro impera a mediocridade. O time reserva do Galão Querido tem atletas bem mais talentosos”.

De alguma forma, impossível contradizer. No papel, no valor de mercado e no investimento, não se pode hoje comparar os dois times.

Mas ganhamos o clássico.

Isto também é um fato. No futebol, quando a diferença não é abissal, como por exemplo, Bayern x Ibis, há sempre espaço para a imponderabilidade. E esperança de progresso, como temos agora.

Com os pés no chão, Sem Paciência confessa: O Atlético ainda não deu “liga”. De notar-se que este comentário foi escrito antes do jogo na Venezuela…

4. Gustavo Bianchetti não alivia e dá paulada na moleira do blogueiro:

“Vc tomou seu “Gadernal” hoje? Guilherme e Pratto acabaram com vocês foi numa simples semifinal de campeonato mineiro…”

Sim, esqueci o remédio, avancei o sinal e atropelei ciclista na ciclovia.

Gustavo, entretanto, deveria parar no item 3 de seus comentários.  Entusiasmou-se e pegou bonde errado querendo comparar Anelka com Guzman. 

Desculpe-me: no nosso caso, o jogador vestiu a camisa mais bonita do Brasil e mandou mensagem anunciando sua vinda. Com Anelka até hoje ele não sabe se Atlético de Belo Horizonte é uma Escola de Samba ou uma ONG de preservação da mata atlântica.

5. Galo Doido New York, na fase mais aguda do tratamento, precisou de 200 ml de sangue, só por garantia, e recebeu doação de João De Deus Filho, nosso guru. Resultado: ganhou, além da saúde totalmente restaurada, dose extra de percepção racional do futebol. Com isto passou a identificar jogadas de “cabeças de bagre” não apenas no LPL (lado pobre da lagoa) como também no LML (lado milionário de Lourdes).

Benvindo à vida, meu amigo.

A AFGBD (Associação dos Filhos da Grande Bom Despacho) abrangendo as demais regiões do Alto São Francisco, quer lhe homenagear na próxima vinda ao Brasil.

6. Atlético estreia na Libertadores com empate. Jogo em Caracas e o time mineiro foi duplamente prejudicado. O adversário, Deportivo La Guaira, estava muito mais descansado pois nos últimos cinco meses jogou apenas uma vez. E o juiz não foi o que atuou domingo contra o Boa.

O lado positivo é que resultados assim têm contribuído para projetar a prática do futebol na Venezuela, onde ocupa o quarto lugar no interesse da população, vindo após o beisebol, o boxe e o ciclismo.

7. Dcap e Antônio Tonidandel, com razão, pedindo uma estrutura mais ajustada em nosso meio de campo e alguém credenciado a compor com Rômulo. Sóbis, suspenso, estará de fora. Seria a vez de Claudinho que ainda não jogou nesse novo Cruzeiro? Tomara que Felipe Conceição esteja fazendo experiências válidas, objetivas, pontuais nos treinamentos que já tivemos desde quarta-feira e que serão encerrados amanhã. Queremos ver e sentir progressos no jogo de domingo, 16h no Mineirão, contra o Patrocinense.

8. Conselheiros remunerados, “imexíveis”, continuam “sub judice”! Quando é “conveniente” deixar como está pra ver como é que fica, o melhor é não fazer nada mesmo, a não ser criticar a decisão pela exclusão. Isto é fácil, agora. Lá atrás, estávamos no auge da pandemia, sem a mínima possibilidade de reunir o Conselho Deliberativo para aprovar a recém-criada Comissão de Ética, única formalidade que por isso não pôde ser cumprida no processo. Em consequência, a decisão pela exclusão foi tomada ad referendum do Conselho. Simples, assim.

Vamos reabrir a temporada de críticas? Não custa nada. Engana-se, torcem-se os fatos de acordo com a conveniência. Constrói-se, enfim, o momento da corajosa e clássica proclamação: “eu, se estivesse lá, faria diferente”.

Porque é da natureza humana: os problemas, quando não são nossos, a gente resolve com extrema eficiência.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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