INCÊNDIO!

  • por em 26 de setembro de 2020

Também nos jogos do Cruzeiro a bola “queima”. E como não sabemos o que fazer com ela, preferimos deixa-la arder nos espaços vazios…cruzar de qualquer jeito,sem proveito. A falta de confiança, o medo, a pressão, impedem a criatividade. Burocratizam as jogadas, e elas se tornam medíocres, inúteis.

Perdemos o jogo de ontem no primeiro tempo. 45 minutos de nada. Se o Avaí (que levou de 5 x 2 do Sampaio Correa na última rodada) não tivesse goleiro, ninguém notaria.Deixamos os minutos passarem com jogadas ridículas, faltas bobas, lançamentos prá ninguém…

Como disse, aguardei com ansiedade o primeiro escanteio e não foi preciso esperar muito. Ele veio com um minuto de jogo. Felipe Machado desperdiçou, como faria com os 15 outros que bateu. E com os 8arremates de fora da área, que tentou.

Se gosta tanto de chutar, porque não treina mais um pouco?

Na entrevista coletiva, Ney Franco foi perguntado se os jogadores conseguem, nos treinamentos, fazer jogadas ensaiadas positivas e que a gente não vê nos jogos. Sim, respondeu ele.

Então, treinar mais. Variar mais. Exatamente o que não fizemos.

Precisamos pedir perdão outra vez à torcida.

Não estamos fazendo o que é preciso e o que ela merece. Especialmente, perdão aos heróis que ainda conseguem força e ânimo para comparecer ao estádio vazio, espalhar faixas motivadoras. Depois, de madrugada, recolhê-las, com a esperança outra vez atropelada…

Foi vergonhoso em Maceió e no Mineirão, contra o Avaí. Como não estamos fazendo corretamente o dever de casa, nada dá certo prá nós. Tudo dá certo para o adversário, principalmente em se tratando de bolas cabeceadas.

O único consolo: somos o Cruzeiro. O Melhor Clube Brasileiro do Século 20, hexa campeão da Copa do Brasil e tetra brasileiro. Esta grandeza não desaparece como num passe de mágica. Ela está dentro de nós. Só precisamos acordá-la.

9 milhões de técnicos que somos todos nós componentes da Nação Azul temos uma intimação a Ney Franco: treinar mais e melhor; e no próximo jogo, contra a Ponte Preta, no Mineirão, faça de conta que no primeiro tempo já começamos perdendo por 2 x 0. Quem sabe assim a gente deixe de jogar no lixo os primeiros 45 minutos? Está mais que provado: virando 0 x 0, a pressão triplica no segundo tempo, o adversário começa a fazer cera em toda falta, lateral, tiro de meta e sempre tem um caindo em campo. Os minutos voam. De repente, num contra-ataque…

Por favor, não queremos mais do mesmo!

BATE PAPO NO QUINTAL

Como os atleticanos nos ensinaram nos últimos 60 anos, podemos ainda “salvar” a semana, dando uma forcinha para os reservas do Grêmio que virão a BH. Só não vamos soltar foguetes, como eles sempre faziam.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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