NÃO ME ENGANE, QUE NÃO GOSTO

  • por em 5 de setembro de 2020

(foto: Jair Amaral / EM / D.A Press 17/01/20)

Toda vez, como ontem de novo, é lembrado o caso dos conselheiros remunerados, recebo nos grupos sociais um monte de críticas pelo que fiz quando não devia fazer e pelo que não fiz, quando devia fazer. Idiota e imbecil são os adjetivos mais suaves.

Tenho ficado em silêncio, porque neste momento de reconstrução do Clube, com problemas gravíssimos a serem enfrentados, o que menos precisamos é de briga interna. Mas tudo tem limite.

Os 30 conselheiros remunerados pela Presidência Wagner/ Família União, excluídos na nossa administração, foram reintegrados em maio, por uma decisão liminar e puderam votar na eleição do dia 22, para a Mesa do Conselho Deliberativo. O presidente eleito por menos de ¼ dos conselheiros efetivos do Cruzeiro, venceu por uma diferença de 12 votos.

Desde então, indagados sobre o assunto, a resposta dos dirigentes é uma só: “Erraram na forma de exclusão, houve uma liminar reconduzindo os conselheiros e, agora, temos de aguardar a decisão da Justiça. ”

Certamente, aguardar até outubro, quando haverá eleições gerais!

Como diria Juca Kfouri, digam-me corajoso leitor, gentil leitora, que conseguiram chegar até aqui: Quantas decisões liminares vocês já viram cair?

 Um monte.  Até parece que nascem pra ser cassadas.

Mas no Cruzeiro, liminar vem sendo considerada decisão transitada em julgado. Imexível.

Lamentável começarmos a ver em episódios como este. Sinais de que ainda não aprendemos a dolorosa lição sofrida. Não podemos mais jogar pra arquibancada. Retornar com cargos extintos. Encher a garagem, quando o Uber está aí, à disposição de todos nós!

Não os grandes escândalos, e sim os detalhes é que, amanhã, vão nos condenar. Tropeçamos, não em montanhas, mas em pedregulhos.

Os apelos à colaboração financeira dos sócios e torcedores têm dado resultados, e, aos trancos e barrancos, segue em frente a reconstrução.  Mas é imprescindível um mínimo de coerência, de sinceridade, de bom senso. Não se tampa sol com peneira, alertamos mais de uma vez, quando da frustrada tentativa de venda de imóvel.

Quanto aos conselheiros remunerados, convido você, mesmo não sendo “jurista”, a tentar interpretar de forma diferente o que diz o nosso Estatuto:

Art. 18, parágrafo terceiro:

O Associado Conselheiro Nato e o Associado Conselheiro, contratado como empregado do Clube, perde o mandato e o suplente de Conselheiro será excluído do quadro de suplência.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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