O QUE É O CRUZEIRO PRA VOCÊ?

  • por em 10 de dezembro de 2020

Vinnicius Silva/Cruzeiro/Flickr

Paixão, pra 9 milhões de corações azuis.

Fonte de renda para uma quadrilha ainda impune, que teima em continuar integrando a direção do Clube. Mais do que insulto, é um escárnio.  Um filme de terror que poderia ser intitulado A VOLTA DOS QUE NÃO SAÍRAM.

Quando Wagner Pires se lançou candidato à presidência do Cruzeiro um inspirado slogan impulsionou a campanha:

Para o Cruzeiro tudo; Do Cruzeiro nada.

Acredito que lá no início era bem-intencionado. Mas deixou-se envolver de corpo e alma com um grupo que apenas trocou de lugar duas palavrinhas no slogan:

Para o Cruzeiro nada; Do Cruzeiro tudo.

Com isto rasparam o cofre, jogaram o time na Série B e fizeram do Cruzeiro o maior case mundial de corrupção, citado invariavelmente como exemplo negativo em todo seminário de compliance.

Para piorar tudo, veio a pandemia.

Restou-nos um barco com avarias graves. Evitado o naufrágio, navega a duras penas em alto mar, com três portos-séries no caminho: A, B e C.

Em qual vamos lançar âncora?

Dependendo do que não jogou terça-feira em Maceió, a Série A ficou longe demais. O time foi uma sombra do que mostrou contra a Chape e o América. Descolorido. Sem garra pra vencer.

Fica difícil de entender: Oeste, Confiança, CSA, CRB e outros trazem uma meninada anônima, muito mais amadores do que profissionais na acepção do termo, e eles nos colocam na roda! Dominam o meio de campo; ganham as divididas; tabelam pra frente como veteranos. Mesmo com a drástica redução salarial imposta pelo Cruzeiro, o salário mensal de muitos dos nossos jogadores paga a folha do mês desses times que nos tiram ponto no Mineirão!

Com urgência precisamos ver nossos meninos correndo assim. Jogando assim, com a alma na chuteira. Querendo vencer.

E que nunca mais se repita a cena decepcionante com que Jadsom Silva encerrou o jogo contra o CRB:

No minuto final, 0 x 0, meio time do Cruzeiro na área adversária, ele da intermediária isola a bola na arquibancada. Sinal de quem queria mesmo empatar.

Absurdo.

BATE PAPO NO QUINTAL

A água na fervura que foi o empate com o CRB está marcando um definitivo divisor no mundo celeste. A preocupação de nosso técnico em tirar o peso da responsabilidade de subir, fixando-se apenas em nos livrar da Série C, era necessária, funcionou e passamos daquela fase.

Agora temos de mudar a chave e proclamar que estamos lutando, sim, para subir. É hora de colocar outro tipo de responsabilidade nos nossos jovens jogadores: a honra de vestir este manto azul, coberto de glórias; a oportunidade ímpar de participar das batalhas futuras que podem, sim, pavimentar a nossa volta.

A luta não acabou, como fizemos parecer quase comemorando o morno empate com o CRB.

A luta está começando!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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