PERDEMOS UM TÍTULO DO MINEIRO. E DAÍ?

  • por em 30 de julho de 2020

Gustavo Aleixo/Flickr/Cruzeiro

Não dá pra chorar. Até porque não perdemos ontem. Fomos entregando os pontos nas últimas rodadas, quando a grave crise administrativa entrou em campo. O Cruzeiro virou uma nau sem rumo e seria demais esperar que os jogadores não se desnorteassem também. A reconstrução não brota da noite para o dia. A queda sim, vem rápido.

Estamos no caminho certo, quanto à formação da nova equipe. Dos 36 inscritos, 18 vêm da base. Conjunto e ritmo de jogo são um quebra cabeça formado de partida em partida. E até agora só disputamos duas. Vamos renovar o crédito de confiança na dupla Enderson Moreira/Ricardo Drubscky que ainda não encontrou condições de mostrar seu trabalho. Domingo, no Mineirão, contra a URT, os 3 x 0 não significaram muito ante a fragilidade do adversário. Ontem, em Poços de Caldas, o vilão foi o campo. Queimado pelas geadas, comuns no sul de Minas nesta época, parecia um pasto. A bola não corria, dava pulos dificultando os passes. Óbvio, estava ruim para os dois. Mas o dono, que treina duas vezes por semana, sofre menos que o visitante.

A vitória magrinha de 1 x 0 nos tirou a chance de ir às finais. Em compensação nos deu mais tempo para um bom início na Série B, caso comece mesmo no próximo dia 8 e, principalmente, para o segundo e decisivo jogo em Alagoas, retomando a parte final da Copa do Brasil. Perdemos o primeiro em Belo Horizonte, por 2 x 0 e temos condições de reverter. Esta, sim, será a nossa primeira grande batalha da reconstrução.

O jogo de ontem, em Poços de Caldas, confirmou que além de uma meninada de futuro, temos no meio de campo um veterano craque. Regis. A camisa 10 fica bem nele.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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