QUAL CRUZEIRO VEREMOS HOJE: CONTRA FIGUEIRENSE OU CHAPE?

  • por em 27 de novembro de 2020

Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Flickr

Foram dois jogos completamente diferentes.

O primeiro, em casa, contra o Figueirense, mostrou um time sem rumo, dominado pelo visitante. Sonolenta troca de passes na nossa intermediária. Aquele mesmo desentrosamento causador de enfartos no mundo azul. Ninguém entendendo ninguém e a bola no meio, sem saber o que queriam dela.

Este foi o Cruzeiro empatando no Mineirão contra um catarinense da zona de rebaixamento.

Na quarta-feira, em Chapecó, encarando o líder, viramos a chave. Um novo time em campo. Raça no meio, roubando bolas. Passes agudos rumo ao ataque. Chutes carimbando a trave, até que um, finalmente com a ajuda dos deuses abrindo a barreira, entrou.

Pelas circunstâncias, uma vitória que sinaliza a Nova Era aguardada pela Nação Azul há tantas rodadas.

Vamos conferir hoje à noite, contra o Confiança, no Mineirão. Felipão, que não é homem de promessas, deixou escapar que teremos ”uma situação novo, um pouco mais de criatividade”. É o que a gente quer.

E também que Manoel, Ramon, Adriano e Jadsom continuem compactos naquele retângulo formado pela extensão das linhas verticais da grande área até o meio de campo. E que nas laterais, Cáceres e Matheus Pereira façam uma grande partida, sempre inspirados na hora de decidir se atacam ou se defendem. E que jamais se confundam!

Para o ataque, dois são titulares, na minha opinião: Airton e Rafael Sobis. Que Felipão esteja abençoado ao distribuir as camisas restantes entre Pottker, Regis, Marcelo Moreno e Caike.

BATE PAPO NO QUINTAL

A criatividade do torcedor não tem limites: Em alguns grupos sociais circula a comparação de Cruzeiro e Atlético, englobando títulos do Clube e do atual técnico:

Atlético e Sampaoli: 1 Libertadores, 1 Brasileiro, 1 Copa do Brasil

Cruzeiro e Felipão: 1 Copa do Mundo, 4 Libertadores, 6 Brasileiros e 10 Copas do Brasil.

Os latinos tinham uma expressão adequada para situações assim:

IN CLARIS  CESSAT  INTERPRETATIO – O que é evidente não precisa ser explicado.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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