SUFOCO, NUMA BOA!

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  • por em 5 de abril de 2021

Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Flickr

O copo está pela metade. Você o enxerga meio cheio ou meio vazio?

Felipe Conceição, que conseguiu ver progresso contra o Tombense, deve achar que estamos prontos para a Champions League. Afinal, depois de 315 minutos de primeiros tempos (sete jogos), fizemos gol na etapa inicial. E foi o da vitória.

Quem acha o copo meio vazio, temeu até o fim daqueles dolorosos seis minutos de prorrogação, um gol bandido, empatando. Seria o castigo pra quem desperdiçou pelo menos cinco oportunidades claríssimas de um segundo gol; quem repetiu os mesmos lançamentos vazios, e os passes violentos na canela de nosso companheiro, tudo isto além de escanteios cobrados com uma inocência inacreditável em época de tanta aferição tecnológica de eficiência de jogadas. Continuamos preferindo viver perigosamente e aos 36 minutos do segundo tempo, São Fabio voltou a operar, evitando não se sabe quantos ataques cardíacos.

Para quem vê o copo meio cheio, a esperança de dias melhores atende pelo codinome de Sóbis e Rômulo como pontos de partida para um esboço de entrosamento do meio para frente. Em torno destes dois, montem-se as demais peças, com especial atenção para três novidades: Stênio, Marco Antônio e Nonoca. Piorar, posso garantir que não vai.

Por favor, Comissão Técnica, às vésperas de começar a Série B, já não aguentamos mais do mesmo.

Quanto aos ridículos arremessos a gol, quando apenas atrasamos a bola para o goleiro adversário ou a mandamos para a arquibancada, gostaria de sugerir a punição do autor com horas extras, após o treino coletivo. 100 chutes a gol a partir da linha da grande área. Enquanto não acertasse pelo menos 50 por cento, continuava aprendendo.

Ainda há tempo de acordarmos.

BATE PAPO NO QUINTAL

1. Galo Doido New York, cujo brilho no exterior não apaga a frustração de ter nascido nas vizinhanças e não na sede de Bom Despacho, preparando-se ontem para o almoço de Páscoa no QUINTAL, ainda assim não esqueceu o seu DNA belicoso e mandou carta-bomba para o blogueiro:

“Quem é pior: o Bolsonaro, o Lula ou o Cruzeiro? ”

Vou responder, mas você é o segundo da fila. Deixa que eu atenda à pergunta do primeiro, que é mais fácil: Tendo de ser executado, você pode escolher a forma. Marque sua opção:

a) Enforcado; b) Queimado; c) Guilhotinado

2. Juliano Damien, concordo com quase toda a sua análise, mas a primeira frase talvez reclame uma reformulação. Você diz:

“… foi-se a época em que “camisa pesava” e fazia diferença. ”

Acho que a nossa “camisa”, solta, no ar, além de linda (disparado, a mais bonita do Brasil), continua pesando chumbo. Mas, por uma implacável lei do Universo (aqui se faz, aqui se paga), dependendo de quem a veste em campo, passa a ser confundida com a camisa do Íbis.

3. JCSR faz valiosa sugestão: “aquele volante da Caldense que fez o gol da vitória sobre o Atlético joga muito mais e tem mais vontade em campo que qualquer um dos meio campistas do Cruzeiro. Fica a dica. ” É o Gabriel Tonini. Sozinho, construiu e executou a jogada que deu a vitória à Caldense: na posição de meia esquerda, roubou a bola de Hyoran, na intermediária, avançou até a entrada da área, e chutou no canto, sem chance para Everton. Onde estão nossos olheiros?

4 Rei Melo reitera o óbvio: nosso time está péssimo! Quanto mais treina, menos comprova em campo. Qualquer adversário domina o meio-campo e anula nosso ataque.

Rei Melo, nossa última esperança, como é enfocado na coluna de hoje, são as novas peças que poderão entrar no time. Alguma coisa tem de ser feita, com urgência.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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