TÁ RINDO DE QUÊ ?

  • por em 31 de julho de 2020

Vinnicius Silva/Flickr/Cruzeiro

Mais que estranha essa euforia dos atleticanos com a desclassificação do Cruzeiro para as finais do Mineiro. Foguetes, buzinaço em alguns bairros e gozação que varou a madrugada nos grupos sociais, embrulhada em críticas à nossa situação financeira. 

Quem não conhece a cozinha do futebol mineiro pensa que as pauladas vêm de torcedores do Real Madrid ou do PSG.

Não!

Vem de um Clube cujos torcedores com menos de 50 anos jamais viram seu time ser campeão brasileiro; Um Clube que em 110 anos de existência não sabe o que é ser bi de qualquer coisa que não seja o campeonato mineiro.

Por isso é difícil entender a gozação destas últimas 24 horas, quando se sabe que ainda estamos na disputa da Copa Brasil, de onde o Atlético saiu desclassificado pelo Afogados da Ingazeira, de Pernambuco.

No campo das dívidas é o sujo falando do mal lavado. Ainda nesta semana explodiu a notícia de que o Atlético tem a maior dívida do futebol brasileiro e que uma “bomba” está para explodir.

Gravíssima a situação dos dois, com a diferença que a roupa suja do Cruzeiro está há seis meses sendo lavada em praça pública, da mais dolorosa forma. Renúncias forçadas, demissões, apuração de desfalques, contratos absurdos, pressão da FIFA, do Profut, das Fazendas Públicas, de credores. Tudo à luz constrangedora do sol.

Mas dois fatores fundamentais nos salvam: a força de 9 milhões de componentes da China Azul e a nossa Sala de Troféus. A gente vê ali a materialização das páginas heroicas, imortais, e conclui logo:

Hoje apenas tropeçamos. E vamos nos levantar logo.

O Cruzeiro nasceu para ser grande!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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