TESTAMOS NEGATIVO PARA FUTEBOL

  • por em 31 de agosto de 2020

Bruno Haddad/Cruzeiro/Flickr

Uma das piores atitudes que podemos assumir é tampar sol com peneira. Além de não levar a nada, fica ridículo. Vamos então assumir que o Cruzeiro não vem mostrando o mínimo que um bom time deve mostrar: conjunto, jogadas de meio campo, aproveitamento razoável de escanteios e bolas paradas.

A gratíssima exceção neste último item foi a falta cobrada por Arthur Caíke e que, por momentos, aos 35 minutos do segundo tempo, reascendeu a esperança amortecida em 9 milhões de corações azuis.  Caíke, a propósito, concedeu lúcida entrevista após o jogo, observando um fato relevante que a nossa paixão encobre: o América tem time montado há um ano e meio.  O nosso começou ontem e nem está pronto. Isto conta, e muito, pra reforçar nossa paciência.

Ainda faltam mais de 30 rodadas! Vários campeonatos nos mostraram que não é incomum a inversão das tabelas do início e do fim.  Quem começa lá em cima, vai pra baixo, e vice-versa.

Tempo há, mas como apontam os milhões de técnicos do Cabuloso, precisamos pôr em campo um mínimo de organização tática. Essa carência vem anulando uma de nossas melhores peças, Marcelo Moreno. Destinado e obstinado em fazer gols, seguidos de sua espetacular flechada, não encontra o que fazer, na frente, sem bolas. Como é participativo, volta sempre nos escanteios contrários e aparece tirando bolas altas na nossa área.

Enderson Moreira tem de passar a ver o mesmo jogo que a gente vê. Juntamente com Ricardo Drubscky forma uma dupla de respeito, experiente em administrar e vencer crises técnicas como a que estamos vivendo. Essa dupla há de encontrar uma reformulação tática que em campo nos mostre um outro time, organizado, guardando posições, jogadas ensaiadas nos escanteios e nos cruzamentos. Um time, afinal, que troque passes pra frente, agudos, também no meio campo do adversário.

Estamos pedindo muito?

BATE PAPO NO QUINTAL

Peço desculpas aos atleticanos.  Afinal, somos adversários, não inimigos. Estou sendo malhado, aqui e em grupos sociais porque na coluna que precedeu o jogo com o América comentei, “em passant”, que nossa relação com o Mequinha se tornou de amor e ódio desde que assumimos o protagonismo do futebol mineiro. Sem querer, machuquei muita gente que, também entre os atleticanos, ainda quer tampar sol com peneira.

Por favor, há alguma dúvida de que o Cruzeiro é, disparado, o Maior de Minas?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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