TESTANDO POSITIVO PARA FUTEBOL

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  • por em 1 de maio de 2021

Bruno Haddad/Cruzeiro/Flickr

Amanhã à tarde, contra o América, o teste que confirmará se o Cruzeiro está mesmo contaminado por futebol. Segundo os especialistas, sintomas detectados nos últimos jogos foram positivos: disposição em campo, entrosamento, melhor trato da bola. Mas o diagnóstico decisivo veio pelo termômetro: a temperatura finalmente subiu!

Sabe aquele time morno, jogando pra trás? Esquece.

Desde que defesa, meio de campo e ataque foram apresentados uns aos outros, passaram a valorizar a convivência, encontrando novo sentido para o jogo. E começa pela garra na tomada de bolas, na imediata saída para o ataque.

A reconstrução do time vai recebendo reparos jogo a jogo, ainda longe do ideal, mas já com resultados que autorizam a esperança cruzeirense para o jogo de amanhã.

Que Felipe Conceição seja feliz na escolha das várias opções que tem para o meio de campo e o ataque. E que os escalados tenham noção do que é vestir a camisa estrelada em jogo tão decisivo como será este contra um América estruturado, vitorioso, de moral alta.

Vamos conferir, com esperança.

BATE PAPO NO QUINTAL

1. Conselheiros remunerados – Anunciando, agora, que resolverá o caso dos conselheiros remunerados, o Cruzeiro começa a mexer na liminar “imexível”. Dois anos depois.

2. João De Deus Filho recomendando ao Cruzeiro, para maior tranquilidade, permanecer na Série B, evitando confronto com as equipes da A.

Meu caro João De Deus, obrigado pelos cuidados conosco. Mas a experiência que tivemos, encarando time da A, foi animadora.

3. Guerra de 100 anos – Recrudesce no QUINTAL a pancadaria entre cruzeirenses e atleticanos, desta vez com destaque para o endividamento dos dois Clubes. Desculpem-me, mas neste plano é “o sujo falando do mal lavado”. Ambos no vermelho com cifras na casa do bilhão de reais, originadas de administrações no mínimo temerárias. O tema envergonha os dois. Aproveitando a cerca fraca, atleticanos animam-se e derivam para desconstituir as nossas famosas, reconhecidas e invejadas “páginas heroicas, imortais”. Cometem, a meu ver, um erro de estratégia, entrando num campo em que não têm a menor chance de sucesso porque contra fatos não há argumentos. Fora do eixo Rio-São Paulo clube algum chega nem perto do Cruzeiro, com as suas 2 Libertadores, 2 Supercopas, 4 Brasileiros e 6 Copas do Brasil.  Não se compara albatroz com anta. Como há condôminos atleticanos neste QUINTAL que a cada dia mais merecem minha admiração e respeito, gostaria de levantar bandeira branca, sugerindo um armistício, sob duas condições básicas: A) Reconhecemos que o Atlético está superior ao Cruzeiro, seja no futebol, nas finanças ou no patrimônio; B) Os atleticanos reconhecem que o passado do Cruzeiro é incomparável. Pronto. Podemos selar a Paz?

4. SABADO AZUL – Em tempos normais, hoje, primeiro sábado do mês, seria dia de sairmos com a camisa do cabuloso e também estendendo na fachada de nosso apartamento ou casa o manto estrelado, marcando território. A ideia nasceu em um grupo de torcedores e foi ganhando corpo, espalhando para várias regiões do Estado, do País e do mundo onde esteja pulsando um coração cruzeirense. No primeiro sábado de cada mês, fotos eram então enviadas ao nosso Marketing formando interminável corrente azul. Nas ruas, praças, bares e shoppings, ao encontrar um companheiro também ostentando a camisa mais bonita do Brasil seguia-se cumprimento cordial e, quando possível, troca de ideias sobre o Clube.

Com a pandemia, segurando o Brasil em casa, a prática teve de ser suspensa mas voltará, sem qualquer dúvida, quando passar o confinamento.

O SABADO AZUL inscreve-se hoje no patrimônio metafísico do Cruzeiro.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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