VEXAME FINAL NO HORTO

  • por em 30 de dezembro de 2020

Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Flickr

Outra vez, um time jogando prá não ganhar. 70 % de posse de bola, sem qualquer efeito prático. O jogador no meio de campo pega a bola e já fica de costas para o ataque porque vai recuar para os zagueiros ou o goleiro. Nas poucas tentativas de lançamento, a bola rápida demais vai prá fora ou curta demais para nos pés de um defensor.

Dos últimos 6 jogos, 18 pontos disputados, o Cruzeiro conseguiu apenas 7. Mesmo nesta reta final, precisando desesperadamente de uma reação para subir, com o desespero da torcida alcançando o grau máximo, jogou no lixo 11 pontos que agora fariam toda a diferença.

Ainda não aprendemos a jogar para ganhar. Continuamos não sabendo o que fazer com a bola na intermediária inimiga. Troca sucessiva de passes improdutivos, até a bola ser atrasada para o nosso goleiro ou entregue, num lançamento longo, para o adversário.

Na entrevista pós jogo, Felipão voltou a afirmar que a meta é tirar o Cruzeiro da Série C e está quase sendo alcançada…

A torcida esperava mais. Pelo que o Cruzeiro representa no futebol nacional e das Américas, pela sua folha mensal superior a todos os demais clubes da Série B, pelos investimentos, pela Nação Azul, pelo Centenário, por tudo isto, é um absurdo chegarmos à reta final do campeonato, sem um time. Em campo parecemos turma de condomínio. Um ajuntamento de atletas correndo errado o campo todo, sem uma jogada ensaiada. Chutes ridículos a meia distância. Inoperância total. Vergonha geral.

BATE PAPO NO QUINTAL

1 Marcelo observou no QUINTAL de ontem que dois jogadores “chutados pelo Cruzeiro” hoje fazem falta prá nós e brilham em seus novos times: Marinho, no Santos e Roni, no Palmeiras. Isto acontece não só com o Cruzeiro e se a gente pudesse voltar ao passado, conhecendo antecipadamente o presente, não se repetiria o que fizemos. A verdade é que os jogadores têm fases distintas. Marinho, que agora é o melhor jogador do Santos, era banco no Grêmio. O mesmo ocorreu com Luciano: hoje brilhando no São Paulo, também era banco no Grêmio. Se a gente pudesse adivinhar…

Destas perdas não se pode, em sã consciência, criticar a diretoria. O mesmo não se pode dizer, por exemplo, da estranha punição imposta aos jogadores sub 20 que receberam garotas de programa em um hotel de Chapecó. Erraram e mereciam reprimenda, como corte de salários, suspensão etc. Mas jamais a exclusão, pois o prejudicado maior seria o próprio Cruzeiro, como aconteceu. O volante Pedro Bicalho foi um deles. Hoje, como capitão, recebeu o troféu de campeão sub-20 pelo Palmeiras.

Bobagem das bobagens dizer que com aquela indisciplina no hotel mancharam a honra do Cruzeiro. Nós, ex e atuais dirigentes estamos manchando muito mais.

2 Grupos sociais repercutindo a irritante inoperância do Cruzeiro, ontem contra o Cuiabá. A mesma fragilidade de ataque que nos fez perder 11 pontos, nos últimos 6 jogos disputados. Afinal, o que treinamos semanas após semanas?

Porque em campo estamos jogando como time de pelada. Um ajuntamento correndo atrás da bola, sem qualquer coisa que lembre treinamento ou jogada ensaiada. Mais do que lamentável.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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