A meta é a reforma do Estatuto

  • por em 2 de julho de 2020

Depois do combate à corrupção e da restauração do time, a reforma do Estatuto surge como a meta mais desejada pela torcida

(foto: Jair Amaral / EM / D.A Press 17/01/20)

Depois do combate à corrupção e da restauração do time, a reforma do Estatuto surge como a meta mais desejada pela torcida. Nas dezenas de grupos sociais que participo, o tema é recorrente e as sugestões chegam de montão. O que mais se pede, inclusive com propostas de redação, é um artigo simples, que seria mais ou menos assim:

“Art. 20. Qualquer dirigente, assessor ou o que seja, que roubar do Cruzeiro será preso imediatamente, condenado e obrigado a devolver em dobro, tudo que embolsou.”

Sem dúvida, essa norma imaginária é sonho não apenas da China Azul, mas de 230 milhões de brasileiros. Como se sabe, ela é impossível na prática porque há um processo legal a ser cumprido, com amplo direito de defesa, evitando-se que inocentes paguem por atos cometidos por outros mais espertos, etc, etc.

Mas o propósito de reforma do Estatuto é uma onda invencível e será promovida sem qualquer dúvida, no tempo certo. As maiores dificuldades hoje atendem por um nome: Coronavirus. A pandemia impede encontros pessoais, confina em casa todos em idade de risco. E como as reuniões virtuais nem sempre alcançam a produtividade almejada, tudo fica mais difícil e demorado.

Mantive hoje contato com alguns componentes da Comissão nomeada para a reforma de nosso Estatuto e gostei de saber que ali a prudência está imperando. Nada de açodamento, com prazos curtos para o debate de conselheiros e torcida, como tanto já se fez quando o propósito era apenas o de enfiar goela abaixo o casuísmo desejado por correntes majoritárias.

A Comissão começa os trabalhos tendo ao seu dispor dois anteprojetos de fôlego, inovadores, e que foram oferecidos para debate e aperfeiçoamento. O primeiro deles é de autoria do conselheiro nato dr. Luiz Carlos Rodrigues; o segundo vem de advogados que compunham o Jurídico do Cruzeiro, em nossa presidência: o dr. Kris Bredas, dra. Danubia Paiva e o dr. Marcos Silva Melo Lima, especializado em direito desportivo. Ambos os trabalhos propõem ideias inovadoras, com destaque para normas de complience. O predomínio é a transparência de administração, com limites e contrapesos que coloquem o Cruzeiro a salvo de malfeitores.

Por expressa proibição estatutária, regras eleitorais não podem ser alteradas em ano de disputas pelos cargos e, assim, a desejada participação da torcida ficará para 2021. Mas valerá a pena esperar.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

All Comments