GOSTEI MAIS DO QUE NÃO VI!

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  • por em 9 de abril de 2021

Bruno Haddad/Cruzeiro/Flickr

Três jogadas frequentes, de matar franciscano de raiva, quase desapareceram na partida contra o Coimbra: aqueles chutes inúteis a gol, completamente descalibrados; os lançamentos pra fantasmas e as faltas de nossos atacantes em seus marcadores, matando jogadas e armando contragolpes.

Até que enfim, um sinal de progresso.

Pra culminar, um milagre duplo: os dois gols saindo de primorosos lançamentos de jogadores que não podem ficar fora do time: o zagueiro Weverton e o volante Rômulo. Óbvio que o primeiro depende de uma reformatação, com a volta de Manoel. Mas Rômulo entrar só depois dos 30 minutos do segundo tempo, se não for por razões físicas, é inexplicável.

Às vezes a gente pensa que Felipe Conceição gosta de viver perigosamente. Marcinho é um bom exemplo: No primeiro tempo, perdido em campo. Tratado como uma visita ilustre, que ninguém quer incomodar. Volta para o segundo e. nos primeiros cinco minutos, faz duas jogadas de corar bandido no morro. É então substituído por Pottker.

Porque não no intervalo? Ou porque não aos 30 ainda do primeiro tempo? Jogos anteriores, nos quais o não substituir revelou-se um fracasso total, têm que ser levados em conta para orientar as mudanças. Lamentável perda de tempo e de oportunidades.

São conhecidas as qualidades de Felipe Conceição, que este QUINTAL já queria no Cruzeiro, meses antes de sua contratação. Mas ele precisa usar melhor os 90 minutos. Age como se tivesse 900.

BATE PAPO NO QUINTAL

1 Sem Paciência e também sem meias palavras, foi buscar na Suprema Corte Americana a histórica lição do Juiz Louis Dembitz Brandeis: “ A luz do sol é o melhor detergente”. Segundo muitos historiadores, esta frase foi a inspiração decisiva para o presidente Roosevelt tirar os Estados Unidos da Grande Depressão de 1933. Naquela época, sobretudo na economia, especialmente, na Bolsa de Valores, tornou-se obrigatória. E a recessão foi vencida.

O grande e até agora incontornável problema, meu caro condômino, é que já produzem ”sol” artificial. Em alguns casos, a luz que a gente pensa vir do astro rei e que seria o melhor purificador, em verdade é de um genérico e ilumina apenas montagens, paisagens cenográficas.

Dados maquiados ou negados, intolerância, conceitos inventados, teorias fantasiosas, enquanto que ética, humanidade, honra, dignidade são jogados no lixo.

E o pior: o fanatismo nos cega para outras verdades que não são as que queremos ver.

De repente, porém, a gente é atingido por um direto demolidor, aí, sim, com a força invencível dos fatos, que falam por si. E ressurge a luz do Sol verdadeiro, melhor detergente. Por exemplo: Hoje, para nosso supremo constrangimento, o Brasil, que representa 3% da população, tem 30% dos mortos em todo o mundo pela COVID. E a tendência, desgraçadamente, é piorar.

Mas aqui, neste QUINTAL, nossa questão é a véspera do clássico, pelo campeonato mineiro. Vou ter a coragem de dar meu palpite: empate.

E o seu?

2. Eduardo galão da massa confessando que, vendo o jogo do Cruzeiro contra o “fortíssimo Coimbra”, ficou imaginando como seria a coluna de hoje…

Cuidado, Eduardo, também vimos o jogo do Atlético contra o “fortíssimo Pouso Alegre”…

Quanto ao caso Cacá, que você aborda citando oportunamente o episódio com Rafael, o que mais lamento é a forma desastrada, antiprofissional com que foram tratados, incluindo-me como um dos responsáveis por omissão, quanto ao goleiro. Os dois atletas são pessoas dignas, de caráter. Mesmo que às vezes haja a interferência perniciosa de agentes, estou convicto que uma condução mais profissional, mais técnica, evitaria muitos problemas e seria mutuamente benéfica.

E o seu palpite para domingo!

3. Renato, assim como você, também lamento o que vem ocorrendo com o nosso Clube. O início da solução dos gravíssimos problemas passa obrigatoriamente pela receita do Juiz americano Louis Brandeis, lembrada aqui por Sem Paciência: a luz do sol é o melhor detergente. E como precisamos da luz do sol no Cruzeiro, hoje!

4. JCSR e Jamicel acertando na mosca ao preverem bom jogo e nossa vitória contra o Coimbra.

Têm coragem de dar um palpite pra domingo? Sei que é difícil, por várias razões, principalmente essas duas: superioridade, hoje, do Atlético; e o nosso técnico gostar de viver perigosamente. Tomara que ele escale quem já provou, em campo, que não pode ficar de fora.

5. Bernard Assis, estou com você: partir pra cima!

6. Galo Doido New York, citando Tostão:

“Alguns jogadores mais conhecidos, que já atuaram na primeira divisão, sem acrescentar nada em campo, ganham como se estivessem em um time grande da primeira divisão. ”

Alguém pode ir contra? O que temos de fazer é ir acabando com situações absurdas assim, tão logo as oportunidades surjam. E não reproduzi-las como, parece, estamos fazendo.

7. João de Deus Filho, nossa ilha de racionalidade no barraco atleticano (sem duplo sentido), tem seu dia de pecados quase imperdoáveis ao fazer duas afirmações arriscadas:

1) existe, sim, almoço de graça. E caso o mecenas do seu Clube vier a cobrar, será pelo preço de restaurante popular…

2) O Cruzeiro está na UTI, respirando por instrumentos, e a energia elétrica será cortada…

Calma, João de Deus. Não se esqueça do Imponderável F.C.

Podemos e vamos reagir. Está no DNA do Cruzeiro.

8. peppeu, com razão, cobra providências contra “essa turma que sequestrou o time”. De fato, o tempo passa e continuamos devendo o esclarecimento do assalto. Com ampla divulgação dos nomes dos culpados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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