NEM FREUD EXPLICA

  • por em 14 de fevereiro de 2021

Vinnicius Silva/Cruzeiro/Flickr

Que me perdoe a brilhante exceção graduada no Instituto Rio Branco, que frequenta este QUINTAL, mas o atleticano de modo geral é prato cheio pra Psicanálise.

Após meio século de masoquismo explícito, com raríssimas pausas, troca de lugar com o cruzeirense, assume o protagonismo em Minas, queima reais aos montões, constrói estádio, disputa jogador de Champions League, vê o Cabuloso ser bi até da B e garimpar na C.

Diante deste quadro de horrores para o Cruzeiro e paradisíaco para o seu time, o atleticano – ao invés de festejar o momento   –  quer “corrigir” o passado ressuscitando pesquisas e “almanaques” imaginários que lhe asseguram ser sido sempre “o maior de Minas”.

Resultado: à procura de pelo em ovo, não usufruem este raro instante de supremacia geral. Pela vocação histórica ao masoquismo, estão perdendo a festa de hoje, à procura de um ontem que só existe na cabeça deles.

Quando voltar tudo aos devidos lugares – e esperamos que não demore muito – vão dizer que eram felizes e não sabiam.

Neste QUINTAL tenho lembrado sempre o óbvio: não se luta contra fatos. Por exemplo, podemos negar a situação calamitosa em que está o Cruzeiro? Claro que não.

Podemos negar que o Cruzeiro não está, mas é o Maior de Minas? Nos comentários da última coluna, Junior Fernandes lembra, oportunamente, a absoluta supremacia do Cruzeiro também no interior. Em Montes Claros, observa ele, são 6 cruzeirenses por 3 atleticanos.Pessoalmente, visitando a bela princesa do norte mineiro, pude confirmar a pujança da colônia celeste na região.

No mesmo rumo, Rogério fez excelente compilação das pesquisas mostrando que no interior de Minas, em todos os municípios, há um verdadeiro “massacre” pró Cruzeiro.

Amigos atleticanos contentem-se em celebrar o presente, enquanto podem. Esta festa de vocês tem prazo de validade.

BATE PAPO NO QUINTAL

1 guioday rodrigues me bombardeia no corner: “Não vi você criticando seu time quando contrataram jogadores ganhando 1 Mi, 850, 800, 700, 750 mil por mês. Montando elenco caro, pagando 200 milhões só em salários. Contratando jogadores como Rodriguinho por 7 milhões de dólares na época”.

Não me viu criticando porque ninguém sabia.A fase era a do “Mitair”. Muito a propósito você destacou o caso Rodriguinho. Lembro-me que ao ler nos jornais que o jogador, disputado por outros grandes clubes, viriapara o Cruzeiro sem custos, só pelo salário, pensei “esse cara sabe negociar…” O mesmo aconteceu nos embates com Arrascaeta. “O Cruzeiro está em boas mãos…” pensamos eu e 9 milhões de iludidos até então. Aberta a caixa preta, vimos que o contrato de Rodriguinho disputa com o de Fred, Dodô e Dedé, o título de “mais danoso de todos os tempos. ”

2. Marco Aurélio, desesperar jamais, advertia Gonzaguinha. Esta “barca” pode dar certo. O novo time está sendo montado com prudência, sob o comando de Felipe Conceição, um jovem estudioso, que ainda não conquistou títulos, mas já provou que sabe o que faz. Torçamos pra que ele tenha o corpo fechado contra fogo amigo. Quanto às outras graves questões levantadas por você, peço licença pra lhe fazer um apelo: no momento difícil e decisivo que enfrentamos, vamos usar apenas o farol de proa, iluminando por onde vamos passar. Haverá um tempo para o farol de popa.

3. Teobaldo, impossível não lhe dar razão.Mas enquanto o tema das pesquisas estiver “grudado” nas duas torcidas temos de enfoca-lo neste QUINTAL. Concorda?

4. Terror das Segundinas: Parafraseando Roberto Carlos, “eu tenho tanto, pra lhe responder; Mas com este nome, não pode ser…”

5. Rei Melo, você quer o que todo cruzeirense de raiz também quer: limpeza no Clube. A sabedoria popular já adverte: não se salga carne podre. Fora a crise financeira, os problemas, como você bem sabe, são dois: ratos que teimam em não deixar o barco, sendo “combatidos” com Racomin falsificado, e os contratos absurdos que, infelizmente, não podem ser descumpridos.

6. Beth Makennel Makennel, em primeiro lugar obrigado por sua visita a este QUINTAL que estava parecendo um “Clube do Bolinha”.

Em segundo, parabéns pelo puxão de orelhas nos atleticanos, apoiado francamentepelo Marcelo Neto, mas que acabou com o pouquinho de paciência que restava no Sem Paciência. E fez reaparecer o sumido Jorge.

Um período do seu texto, diz tudo: “Prestem atenção em nossa galeria de conquistas e nos times que já formamos por toda história e vão é passar vergonha ao perceber tão imensa diferença, a grandeza do Cruzeiro em relação ao clube mediano de Vespasiano. ”

7. Galo Doido New York, abandonando o ramo das pesquisas onde, apesar da reconhecida capacidade, não se deu bem, estréia duas novas especializações: ciências exatas e meio ambiente animal. Pela primeira, começa defendendo tese que pode nos salvar: se cada um dos 9 milhões de cruzeirenses doar 1 real por mês, serão 9 milhões de reais para a reconstrução do Clube; Pela segunda, coloca em dúvida se as raposas hibernam como afirmei em coluna passada. As azuis, sim, pela histórica ingestão de galináceos especiais.

8.  Duelo de extremos, ontem no Mineirão. O time de 200 milhões de reais, melhor mandante, completo até no banco, contra um desfalcado Bahia (4 pelo COVID, 2 por contusões) pior visitante. Seriam favas contadas. Não foram.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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