Nossa canoa do dia 3 está furada

  • por em 17 de julho de 2020

Aberto o tema para debate, sendo expostos argumentos técnicos, emocionais e jurídicos em dezenas de grupos, é imperioso concluir que razões objetivas recomendam o cancelamento da Assembleia Extraordinária marcada para o dia 3 e a imediata designação de nova com a mesma finalidade de autorização de venda de imóvel, mas tendo por objeto unidade que esteja fora da exigência do quórum qualificado, ainda que de menor valor.

A situação gravíssima em que se encontra o Cruzeiro, com dívidas enormes batendo à nossa porta, não nos permite tanta perda de tempo. Vamos aguardar até o dia 3 de agosto para descobrir que a nossa canoa estava furada?

Lamentavelmente, estamos sujeitos a esta frustração porque:

  • A pandemia em Belo Horizonte está, finalmente, no pico e mais do que nunca, para não ficarmos no dia 3 ao arbítrio do Prefeito, dependemos de prévia licença das autoridades sanitárias para realizar a Assembleia. Já conseguimos?
  • Caso seja conseguida a autorização, teremos presença mínima de 90% dos conselheiros, como é exigido pelo Estatuto, sabendo-se que 70% deles pertencem à faixa de risco?

Estas são situações reais, e não imaginárias, que devemos enfrentar.

Como blábláblá não remenda casco furado, nem muda fatos, parece óbvio que seria muito melhor para o Cruzeiro a imediata reformulação desse plano de venda de imóvel, em bases factíveis, no embalo da emocionante onda de apoio da torcida pela recuperação do Maior de Minas, iniciada em fins do ano passado e revigorada pela atual administração. São 9 milhões de habitantes da China Azul prontos para colaborar, participar, apoiar, certos de que ressurgiremos melhor e maior do que éramos.

E olha só o que éramos: 2 Libertadores; 2 Supercopas; 4 Brasileiros; 6 Copas do Brasil!

Mas erros têm de ser admitidos e corrigidos. Eles não mudam ante nosso apelo ou nossa emoção.
Em 15 anos de Mesa de Conselho Deliberativo já publiquei, corrigi e anulei vários editais de convocação de assembleia de conselheiros, assumindo erros, lapsos, enganos. Isto faz parte da vida. Isto faz parte de uma diretoria consciente.

O que a lógica não permite é forçar o entendimento de que a autorização para venda da Campestre-2 não exige quórum qualificado.
Aí, nesse panorama surreal, seria menos difícil colocar Belo Horizonte dentro de Venda Nova.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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