PRIMEIROS PASSOS DE NOVA CAMINHADA

  • por em 16 de fevereiro de 2021

Bruno Haddad/Cruzeiro/Flickr

Ontem aconteceu o marco inicial da maratona do Cruzeiro em busca do reencontro consigo mesmo. Felipe Conceição recebeu na Toca 2 um grupo mesclado de veteranos que não querem mais do mesmo e novatos sonhando colocar seu nome na placa da reconstrução. Sua tarefa é testar e ajustar peças para o primeiro combate, que começa logo, sob o codinome de campeonato mineiro. Sábado haverá jogo treino contra o Bolívar e por isto os jogadores já estão concentrados.  Lamentavelmente, uma dificuldade extra é que para os treinamentos o técnico ainda não tem à sua disposição um gramado tranquilo, ladeado de vegetação florida e pássaros gorjeando. Pelo contrário. O campo é minado. Bombas de salário atrasado, fofocas e aspones podem explodir se não forem desarmadas ou evitadas. A Nação Azul espera que este novo Felipe seja estrategista também para escapar de fogo amigo e balas perdidas. Ele sabe que a expectativa geral quanto ao seu trabalho é a melhor possível. Não podemos errar mais.

Temos um pedido simples a fazer: que durante os jogos, nos escanteios (a favor e contra), nas faltas e em algumas jogadas de meio de campo, o time mostre que treinou. Ou seja, mostre que é um time.

BATE PAPO NO QUINTAL

1. Galo Doido New York sentiu a estocada freudiana. Pelo conhecido e inconsciente fenômeno da “transferência” aponta no Cruzeiro males que, por meio século, sufocaram o Atlético. Meu caro Galo Doido, a fórmula de pacificação é simples e atende plenamente as duas partes: O Atlético está o Maior de Minas. O Cruzeiro é o Maior de Minas.

2. Juliano Damien desenvolve análise oportuna e objetiva de nossa situação. Aplaude esse bom início do Mazzuco, é otimista quanto ao planejamento, mas nos faz pedido impossível de ser atendido – “Dalai, esqueça o outro lado da lagoa. ” É carma. Como diz meu amigo Fernando Diniz, todo cruzeirense torce pra dois times…

3. João de Deus Filho recebendo o chamado “choque de realidade”: “Domingo. Carnaval. O atleticano está triste com o time que perdeu o campeonato mais fácil da história…” Em seguida, pede licença à Alice e entra no País das Maravilhas, sonhando com as novas contratações, o estádio pronto, dinheiro brotando nos cofres atleticanos como capim no pasto. No contraponto, a desdita azul. O ruim ficando horrível.

Cuidado, João. Dinheiro não é tudo. Lembra da Selegalo? Você acabou de ver time de 200 milhões de reais, que só disputava o Brasileiro ao contrário de seus concorrentes,entregando pontos e o campeonato para Botafogo, Goiás, Vasco e Bahia. Não tem jeito: a praga de cavalo paraguaio veio quando vocês pintaram de preto o manto azul de Nossa Senhora.

4. William, obrigado por reconhecer o trabalho do Conselho Gestor. Um grupo de empresários que por cinco meses deixou suas atividades para se dedicar às emergências do Cruzeiro. Incontáveis incêndios foram apagados, sem alarde. Em nenhum momento qualquer dos gestoresvisou benefício próprio ou a famigerada autopromoção. Meu caro William, os seis pontos seriam clareados pelo farol de popa, momentaneamente desligado. Aceso está o farol de proa, iluminando rotas a serem cursadas. Nestas, como você oportunamente sugere, está o projeto de clube empresa, tema de uma de nossas próximas colunas.

5. Profeta de tragédias. Após a vitória do Atlético sobre o Ceará por 2 a 0, no dia 16 de agosto passado, o comentarista Milton Neves cravou em seu blog, no portal UOL: só uma tragédia tira a taça do Galo. Uma semana antes, após a vitória do Atlético sobre o Flamengo, proclamou que o alvinegro era o melhor time do país. Por fim,animado com aquela campanha do “segue o líder! ” “viu” Marrony na seleção brasileira nas próximas convocações.

Milton Neves, por favor, fale agora sobre Hulck, Nova Selegalo e o Estádio.

6. Teobaldo detona temas circulantes neste QUINTAL pela insignificância deles. Com razão, sem dúvida, em grande parte.Mas e a chamada “voz das ruas” revigorando debates antigos? Pelo DNA democrático deste espaço, entendo que devam ter espaço. O que você acha?

7. Marco Antônio Brandão e Fabrício, sem dó nem piedade, cortam na carne dos atleticanos ao comparar o incomparável, que é o passado dos dois Clubes. O pessoal do lado de lá fica bravo, mas sem razão. Contra fatos não há argumentos, lembra o próprio Galo Doido New York.

8. Minerin mostra que acompanha o futebol, embora com visão bem parcial. Talvez por causa disto toma tanta condução errada. Distraído, ao superestimar os recursos à disposição do Atlético, faz uma afirmação que é bomba atômica com efeito retardado: “O luxo de poder gastar meros 200 milhões num início de projeto é apenas o começo do que está por vir…”

Minerin, realmente pensa assim? Você acredita mesmo em almoço grátis?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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