AINDA VIVENDO O CLASSICO

  • por em 5 de maio de 2021

Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Flickr

A vantagem de participar de mais de 40 grupos cruzeirenses, além do privilégio, é que tenho pesquisa online sobre tudo que acontece no nosso time e é divulgado. Até agora, fervem discussões sobre o jogo com o América e acho que o resultado, a grosso modo, pode ser assim resumido: 60% acham que o time está melhorando e tende a progredir; 40% continuam vendo o copo meio vazio.

Só houve uma unanimidade: a saída de Sóbis, Adriano e Bruno José abriu as portas para a vitória do América. Precisamos de banco, com urgência. Queremos ser logo apresentados ao recém-chegado Guilherme Bissoli. E reapresentados a Marco Antônio e Nonoca. Mas isto é pra ontem! Não queremos mais do mesmo no próximo jogo.

Neste QUINTAL, óbvio, foi marcante a diferença de ótica sobre o jogo. Excelentes análises de Jamicel, JCSR, Marcelo, Henrique Rodrigues Nunes, Rei Melo e Lucio Soares num sentido ou noutro, enriqueceram os comentários. Homenageio todos eles, transcrevendo o texto de Marcelo:

“Também achei que o time jogou uma boa partida. Às vezes é duro aceitar que vivemos uma realidade nova. Até os adversários estão se acostumando ainda, pois em outros tempos, seria um jogo para ser vencido com sobras. Mas hoje, o América tem mais time e até mais opções para mudar a equipe. Ninguém esconde que o foco deve ser o acesso. Se ocorrer a virada na segunda partida, ótimo, mas se não, que fiquem os dois revivendo o tal clássico das multidões, estão bem felizes, rs. No nosso caso, acaba sendo mais um útil aprendizado para o que deve ser melhorado. Talvez se continuássemos vencendo tudo como foi o outro clássico, encobriria as falhas que devem ser combatidas. Tranquilidade, cabeça fria e muita sabedoria é o que se espera de quem está no comando. A reconstrução é dura. ”

BATE PAPO NO QUINTAL

1 Sem Paciência, ainda no divã de Freud, mas perigosamente “Programado para Matar”, pega metralhadora giratória, fecha os olhos, e começa a atirar. A primeira rajada atinge freiras conversando no parque:

a) O pênalti-nota de três presenteado ao Atlético existiu mesmo. “Não vi ninguém das MIZUetes reclamando da marcação a favor do Galão. ”

Desculpe-me, mas eu vi: Paulo Cesar de Oliveira, comentarista de arbitragem da Globo, disse que não apitaria pênalti.

b) Também não faria diferença, porque o resultado foi 3 x 0.

Como, cara pálida? E se uma das bolas na trave entram e o Tombense se anima, pra reagir?

c) A impensável mistura de La Fontaine com pato, cisne, Jamicel, Cristalina do Picão e Academia Brasileira de Letras acabou com o restinho de paciência do Sem Paciência e ele preferiu refugiar-se no Efeito Dunnig-Kruger, também conhecido como Síndrome do Impostor, fenômeno que leva pessoas que têm pouco conhecimento sobre um assunto a acreditarem saber mais que os outros, como ensina o Google. Tive um professor que alertava: nunca discuta com quem só leu um livro. Outro dizia: a pior ignorância é ignorar a própria.

Não é o caso de Sem Paciência, que em vários comentários postados neste QUINTAL comprova invejável cultura geral (falhou apenas na escolha de time).

Mas pode ser o caso do blogueiro que, por azar, ainda se esqueceu de tomar seu remédio e depois, “DOBROU A META”!

2. Mecão das Gerais, embora feliz como pinto no lixo, faz uma raridade: análise isenta do jogo, reconhecendo erros e acertos de ambos os lados, inclusive, em jogos passados, lamentáveis falhas de arbitragem beneficiando um e outro. Diz a lenda que 10 minutos por dia o nosso Anjo da Guarda vai ver como está o tempo lá fora e a gente fica momentaneamente sem proteção. É quando você pede alguém em casamento, compra um CD sertanejo universitário, avaliza nota promissória ou convida sogra para um fim de semana. Domingo, os anjos de Fabio e Lisca saíram juntos.

3. Foguetes de domingo – Com a inesperada virada do América e o fim do jogo, foguetes espocaram por vários cantos da cidade. Moro no Funcionários e ouvi centenas. Cada estouro massageava meu ego. Incrível, como os atleticanos continuam respeitando o Cruzeiro.

4. Hulk e os golaços – Passeata na Savassi comemorou ontem à noite os golaços de Hulk, contra o Cerro Portenho. Um atleticano entusiasmado decretava: Estão valendo cada centavo os 375 mil reais por semana. Ou os 53.500 mil por dia, que pagamos!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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