DOMINGO NÃO SERÁ TUDO OU NADA, MAS PODE SER UM RECOMEÇO!

  • por em 7 de maio de 2021

Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Flickr

Vencer, ainda mais que por dois gols de diferença, é tarefa difícil porque do outro lado está um América estruturado, experiente, bem treinado. Por isso é o favorito. Mas uma faísca de esperança, vinda lá de trás, ainda acelera o coração cruzeirense. Ela brota das famosas “páginas heroicas, imortais”: aquela tradição de lutar e de vencer que nos carimbou de “La Bestia”. Muito desse passado incandescente, que entope nossa Sala de Troféus, entrará em campo domingo à tarde e pode fazer a diferença. O time titular mostra progressos jogo a jogo, com destaque para Fabio, Weverton, Adriano, Rômulo, Rafael Sóbis, Airton e Bruno José.

Há dois meses podíamos escrever isto?

O time está mudando e é pra melhor. Como todo mundo viu, nosso problema saiu das quatro linhas e foi para o banco de reservas. Tomara que Felipe Conceição encontre opções novas que nos livrem daquelas figurinhas carimbadas que entram na segunda etapa e o jogo melhora… só que para o adversário.

De qualquer forma, será um grande desafio, especialmente para o Cruzeiro que tem de comprovar progresso. Jogando bem, ganhando ou perdendo, não será o céu em caso de vitória, nem o inferno, se perdermos. Isto também é maturidade.

BATE PAPO NO QUINTAL

1. @atleticanochato diz que Lisca Doido deu show na entrevista, e em seguida sugere que advogados do Cruzeiro estejam embaraçando ações judiciais ao “fugirem de notificações”. Encerra com “Um abraço ao DR. FLAVIO PENA. ”

Vamos por partes como diriam o esquartejador e Sem Paciência: Não acho que apenas Lisca Doido deu show falando à imprensa. Felipe Conceição também se saiu bem, merecendo até mais aplausos porque foi perdedor. E, mais ainda, Fabio. Quanto à alegada procrastinação, lamento não poder opinar por desconhecer os fatos. Finalmente, a menção ao dr. Flavio Pena, ex diretor financeiro do Cruzeiro, é enigmática, quer mandar um recado mas, pra mim, escrito em sânscrito. Sempre foram recíprocos o respeito e a dignidade com que nos tratávamos.

2. guioday rodrigues não se contenta apenas em chutar cachorro desfalecido. Quer fazer picadinho e queimar. O Cruzeiro é um timeco que só ganhou o clássico porque o Atlético “não jogou nada”. Ficará do meio para baixo, na tabela da Série B, pois não tem recursos pra contratar reforços. Mora na região nordeste e não ouviu nenhum foguete domingo.

Que raiva, guioday! Imagino o quanto você ainda tem pra descontar da gente. E com razão. Foi quase meio século de bullying. Quanto aos foguetes que os atleticanos soltaram (entre cruzeirenses e americanos não há, de regra, este tipo de comemoração) ouvi dezenas.  Moro no Funcionários, e gostaria de ter outros testemunhos de quem também ouviu, pra defender minha já combalida credibilidade. 

3. Marco Aurélio, na mesma linha de guioday, quer esfolar o Cruzeiro não apenas tirando suas cotas, mas o obrigando quase a pagar pra jogar. Cuidado, Marco Aurélio. Já viu a história de Fênix, que renasceu das cinzas? Qualquer semelhança não será mera coincidência!

4. Galo Doido, mesmo estando em New York, quer questionar os foguetes ouvidos na região centro-sul, domingo, após a virada do América. Seria o caso de cassar-lhe a palavra por “incompetência rationae loci”, ou seja, em razão do lugar onde ocorreu o “delito”. Ele, lá dos Estados Unidos, não poderia entrar no processo. Trata-se, porém de caso excepcional: os nascidos na RGBD – Região da Grande Bom Despacho – recebem, no batismo, franquia para atuarem ERGA OMNES, ou seja, podem sapatear em qualquer roda, contra quem quer que seja.

Admitido assim no debate, agora escuta: Americanos e cruzeirenses não têm histórico de foguetes em seus jogos. Isto é só com o Atlético. Quando o Cruzeiro perdeu para o Bayern, na Alemanha, temperatura de menos 2 graus, 3 horas da madrugada em Belo Horizonte, parecia noite de São João.

Recentemente demos mais uns troquinhos: Raja Casablanca e Afogados da Ingazeira.

Mas confesso: no dia do 6 x 1 foram duas caixas daquele de três tiros!

5. Eduardo galão da massa apelando feio, mexe em trauma ainda não resolvido: Leo Gamalho vem aí! Pois que venha! Temos contas a acertar e ele não vai encontrar mais aqueles corredores hospitaleiros.

6. Sem Paciência, de uma só vez, solta duas confissões inimagináveis: gosta de sertanejo universitário e da sogra. Tenho receio de perguntar sobre cunhado e Milton Neves. No mais, como Alice no País das Maravilhas, sonha e projeta realidades que, em verdade, são miragens. A cada dia, o Atlético fica mais parecido com o Cruzeiro quanto às dívidas. Já é o detentor do maior passivo entre clubes brasileiros e a sua grande diferença, até agora, é o grupo MRV.

Sem Paciência: respire fundo, tome três goles d’água, e depois me responda: Pode ter futuro garantido um time mineiro, com essa dívida, em plena pandemia, e que pague a um jogador, como Hulk, 53 mil reais por dia?

7. Beth Makennel Makennel admirada do quanto atleticanos se preocupam com o Cruzeiro. Sentimentos de inveja e raiva se misturam. Beth esta situação tem meio século. Agora poderiam se esquecer um pouquinho de nós, pra vivenciarem a boa fase atual. Mas mágoa curtida tem remédio?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

All Comments