INVASÃO NO QUINTAL

  • por em 15 de maio de 2021

Reprodução

(Por Fernando Rocha)

Olá pessoal! Fui presenteado com essa missão de dar tratos a bola que tem rolado suave e elegante aqui neste QUINTAL. Sou fã incondicional do titular desse gramado tão bem cuidado e literalmente não tenho palavras  e nem futebol pra substituir um craque como o Dr. Dalai, que tenho o privilégio de chamar de meu pai. 

Porém ele insistiu que assuntos de QUINTAL são assuntos de família e lembrou que o outro filho, meu irmão Gustavo Rocha, é atleticano, embora escreva muito melhor que eu.

Foi xeque mate, foi o bastante.

Missão dada…

Cá estou eu; Aqui de perto do frio de outono da Avenida Paulista e longe da cidade que há muito tempo pra mim deixou de ser nome e virou sentimento: Belo Horizonte de sempre.

E daqui de São Paulo sigo acompanhando através de dezenas de grupos de whatsapp o nosso calvário celeste. A situação é difícil. É verdade. Confusão de sobra dentro e fora de campo.

Mas sou um observador atento e percebo que assim como em muitos outros momentos da vida de todo dia, é muito importante uma visão mais ampliada do que acontece com o maior de time de Minas Gerais; atravessando as montanhas o que se enxerga aqui do eixo Rio-São Paulo é um gigante de cinco estrelas, Incontestável.

Sei que nos últimos dias a moda tem sido repetir o mantra que o mundo é atleticano.

Oi?! Como assim???

Isso tudo porque a Rádio Itatiaia foi vendida para o dono do Atlético? Porque o prefeito de BH disse um dia que seu maior sonho é acabar com o Cruzeiro? Porque o presidente do Senado é atleticano? E ainda tem o Chico Pinheiro e não sei mais quem..

“Pelo amor de Deus!” Como escreveria o Dr Dalai.

Qual é a diferença que isso faz?

Nada disso impediu que o Cruzeiro fosse o único time fora do eixo Rio-São Paulo a vencer o brasileirão de pontos corridos. Em quase duas décadas de competição ja foram três títulos. Essa é a prova de que nada disso importa.

Me responda sinceramente: faz diferença se o Galvão Bueno é flamenguista, se o Cleber Machado é santista ou se o Luis Roberto é São paulino?

Claro que não!

Comecei minha carreira como repórter esportivo na Globo Minas e fiz grandes amigos acompanhando na antiga vila olímpica o time que tinha Taffarel, Reinaldo, Euler e o saudoso segurança João Doce de Leite. Todos eles sabiam pra que time eu torcia.

O time do repórter, do cronista, do dono da radio, da construtora, do jornal, do prefeito, do governador e de quem quer que seja nunca vai mudar uma realidade: o maior time de Minas, de perto ou de longe, no céu, na terra, na água e no ar tem uma camisa azul fantástica, com cinco estrela que continuam brilhando apesar de tudo.

BATE PAPO NO QUINTAL

Dr. Dalai pediu um carinho muito especial com essa turma. São 76 mil leitores por mês que carinhosamente deixam aqui comentários que muitas vezes são mais importantes que a própria coluna. Como leitor desse quintal eu aguardo sempre ansioso os comentários de um timaço de craques, mesmo que não sejam todos cruzeirenses. Mas isso só acrescenta. A pluralidade e o dialogo vão nos salvar desse tempo nublado.

Então vamos lá.

EDUARDO GALAO DA MASSA, JOAO DE DEUS FILHO, REI MELO (que foi meu contemporâneo no Colégio Batista) LUCIO SOARES, MECAO DAS GERAIS, JCSR, GALO DOIDO NEW YORK, LUIZ ANTONIO LOPES BARCELOS, GUIDAY RODRIGUES,SEM PACIENCIA, CARLOS SOUZA, ULISSES, MARCELO, e a querida BETH MAKENNEL MAKENNEL

Pessoal, vocês podem dar uma aliviada aqui comigo? Quando meu pai voltar vocês descontam, ok?

Vale um cafézinho com pão de queijo quentinho quando vocês vierem aqui em São Paulo.

Saudações!

(a vida é todo dia)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

All Comments