VAMOS FALAR DE CAMPEONATO ESTADUAL?

  • por em 17 de maio de 2021

Vinnicius Silva/Cruzeiro/Flickr

(Por Fernando Rocha)

Claro que se o Cruzeiro estivesse na final eu trocaria de assunto, mas não mudaria de opinião. Tomo a liberdade como interino e filho do Dr Dalai, dono desse QUINTAL, pra tocar nessa questão e colocar aqui minha opinião: Eu sou radicalmente contra esse formato de campeonato estadual.

Sou jornalista desde o século passado e trabalhei na cobertura de dezenas de campeonatos estaduais. Mineiros, cariocas, pernambucanos e paulistas.

Sempre me chamou a atenção o fato de um time como o América ser conhecido em Minas como Decacampeão. A frase está lá escrita no estádio mas a façanha esta muito longe no calendário. Essa coleção de 10 títulos começou em 1916 (foi na época da primeira guerra mundial). Cabe aqui uma perguntinha básica, já que estamos no século 21, quantos títulos estaduais teria então essa destemida equipe do América tanto tempo depois? 16 ( 10+ 6)

No Recife  acontece algo parecido. A torcida do Náutico tem um orgulho imenso em dizer que “Hexa é luxo” por causa de uma sequência inédita de 6 conquistas na década de60, quando apenas oito times disputavam a competição. Porém, nesse atribulado século 21 o placar mudou: O alvirrubro pernambucano é o terceiro no estado em conquista de títulos. O primeiro é nosso irmão nordestino: Sport Clube do Recife.

No Rio de Janeiro o campeonato estadual resume a própria euforia carioca. Em duas ou três rodadas já tem uma constrangedora volta olímpica e, sendo assim, é difícil falar campeonato carioca sem falar dessa chatice de Taça Rio  e Taça Guanabara. Mas a titulo de informação, o Flamengo é o maior campeão do estado e o Vasco é o maior campeão da Taça Rio.

Sinceramente… mais uma vez cabe a pergunta. Isso faz alguma diferença?

Aqui em São Paulo eu continuo o questionamento. O Corinthians é o maior campeão estadual, depois vem o Palmeiras e depois vem o Santos. O time do São Paulo, que é o maior vencedor brasileiro de competições internacionais fica em quarto lugar no estado.

Ter menos títulos de campeonatos regionais altera a grandiosidade do tricolor do Morumbi?

Todo mundo sabe a resposta.

Vamos pro sul…

O Internacional é o maior campeão Gaúcho. Tem 45 títulos e o Grêmio tem 38.

Sinceramente esse é o tipo de informação completamente irrelevante pra comparar esses dois gigantes  de Porto Alegre. Eles são muito maiores que essas desavenças domésticas.

Por coincidência essa diferença numérica entre os rivais do sul é parecida com a disputa mineira. Mas com toda isenção possível não acho que faça diferença para a história do futebol no mundo o Cruzeiro ter menos títulos estaduais do que seu rival.

Como  também não faz diferença saber que o maior campeão do Espirito Santo é o Rio Branco Atlético Clube, ou que o maior campeão estadual de todos os tempos é o ABC de Natal, no Rio Grande do Norte, com 56 títulos.

Na minha modesta opinião precisamos virar a página dos campeonatos estaduais. A raiz dessa estrutura corrompida vem de um modelo autoritário da ditadura militar e até hoje as federações estaduais seguem essa cartilha.

Foi assim que a antiga CBD, hoje CBF, conseguiu o domínio político completo do futebol brasileiro.

“Onde a ARENA vai mal, mais um time no nacional.”

A  ditadura tomou conta do futebol e das federações nos anos 70. E até hoje os fantasmas existem. O pior deles segue na forma de campeonatos Estaduais.

Por falar nisso, teve jogo ontem e tive o prazer de não ver. Continuei na minha torcida pra que os dois perdessem.

BATE PAPO NO QUINTAL

Joao de Deus Filho – Um dos condôminos mais legais e elegantes deste QUINTAL não tem a sorte de mais um adjetivo: ele não é cruzeirense. Mas é sensato e educado. Concordo que estamos em um buraco sem fundo. Ok. Mas seu time não esta nesse nirvana que você sonha, meu caro. Acorda pra vida porque não existe nem almoço e muito menos estádio de graça.

Eduardo galão da massa – Obrigado pelas palavras de incentivo, minha responsabilidade  aqui não é fácil não, meu caro! Mas quanto aos foguetes na derrota pro América eu te pergunto; se por acaso o time do Lisca for campeão você acha que toda a festa vai ser americana? Vai faltar kombi em BH!

Saulo Antonio Melo Siqueira – Reclama da escolha familiar e queria que meu irmão atleticano assumisse o QUINTAL interinamente. Meu caro, sabe que eu acho uma ótima ideia? Ele iria conviver com tanta gente legal que faria bem pra ele. Um atleticano sempre precisa de bons ares cruzeirenses (e vice versa).

JCSR me deseja boa sorte no QUINTAL e cobra as urgentes contratações que a torcida enxerga de um jeito diferente da direção do clube. Que pena.
Enquanto isso, o querido sem paciência segue zoando geral e na maioria das vezes ele tem razão! (me desculpa, papys)

Um salve muito especial pra querida Beth Makennel Makennel que lembrou até mesmo da capa do celular com escudo cruzeirense quando apresentava o programa Bem Estar na Globo. Valeu Beth. E quanto ao nosso time, é claro que voltaremos (eu só não disse quando, né).

Um salve também ao querido Jamicel um paladino da nossa pluralidade nesse QUINTAL.

Luis Antônio Lopes barcelos é cruzeirense raiz de ver treino do estádio JK  e conviver com o genial Felicio Brandi. Que falta faz um presidente nesse time não é mesmo?

Rei melo dá as boas vindas e comemora uma possível saída de Pottker. Particularmente acho que foi uma questão de azar nosso e sorte do Inter. Na época da troca quando ele veio e o Mauricio foi, meu querido Fabricio Carpinejar, o torcedor colorado mais apaixonado que eu conheço, me garantiu que estávamos fazendo um ótimo negocio. O tempo mostrou que o Carpinejar estava errado, né?

Vamos juntos e sempre a vida é todo dia.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

All Comments