A PARTIR DE HOJE: 4 DIAS SÓ PARA TREINOS

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  • por em 21 de abril de 2021

Bruno Haddad/Cruzeiro/Flickr

Que tal, além de “azeitar” esse novo time em formação, o Cruzeiro começar a dar show à parte em jogadas ensaiadas de escanteio e faltas?

Como todo mundo sabe, em campos que são pastos, como o do Pouso Alegre, ou encarando retrancas, essas jogadas fazem a diferença entre vitória e derrota. Domingo tivemos muitos escanteios, desperdiçamos bisonhamente quase todos eles batendo na cabeça da defesa contrária, a exceção de um, cobrado por Sobis rolando a bola na entrada da área para Rômulo, que chutou fraco. Porque não tentamos outras jogadas? Tempo, bola, campo, disposição e necessidade, teremos demais nesta semana, a partir de hoje.

Equipes bem treinadas mostram esse trabalho em campo, na hora de cobrar um escanteio ou uma falta nas proximidades da área.

Ora possibilitam um cabeceio para trás, desarticulando a defesa, ora atravessando o campo, para um companheiro livre que articula jogada surpreendente (óbvio que muito bem ensaiada!).

Times mal treinados, estamos cansados de ver e sentir nos matando de raiva. O exemplo mais gritante: no escanteio, grandões da defesa atravessam o campo e se posicionam na área adversária. O “gênio” escalado para bater manda a bola rasteira, no pé de um zagueiro, armando contra-ataque, ou comprida e alta, saindo para a lateral oposta.

Isto, repetido 10 vezes em um jogo em que estamos perdendo para adversário da Série C ou D, dá vontade de se internar pra sempre numa ilha deserta, com alto-falante cativo em música de sertanejo universitário, intercalado por funk e coluna do QUINTAL. Difícil haver, hoje, suplício maior, segundo meus próprios familiares.

Felipe Conceição que, felizmente, começa a acertar no comando técnico, terá a partir de hoje 4 dias para mexer as novas peças do tabuleiro: Rômulo, Stênio, Marco Antônio e possivelmente Nonoca. Não perca tempo nem a coragem de experimentar.

Só não gaste vela com mau defunto.

Domingo, às 16h, contra o Patrocinense, no Mineirão, vamos conferir, contando quantas faltas e escanteios foram bem batidos.

Surpreenda-nos, positivamente, por favor.

BATE PAPO NO QUINTAL

1. José Fernando Saraiva discorda do blogueiro: o gol do Pouso Alegre não foi um descuido da defesa do Cruzeiro. Por 3 ou 4 vezes antes, o adversário havia tentado lançamentos longos contra a nossa defesa, aberta. Tem razão, José Fernando. Imperdoável que, ante a insistência dessa venenosa jogada, não tenhamos preparado um antídoto.

Mas me dê também um pouquinho de razão: a jogada do gol surgiu de uma roubada de bola no meio de campo, no nosso lado esquerdo, quando a expectativa era de um novo ataque cruzeirense, com a defesa avançando. A meu ver – sujeito a opiniões contrárias, que respeitarei – o estado do gramado contribuiu 90% para essa roubada de bola.

2. Sem Paciência surpreende os 50 mil acompanhantes deste Blog (relevem-me a imodéstia!) e afirma que jamais se admitiria fiscalizar nem mediar o cumprimento da aposta. O Inferno de Dante vira História dos Três Porquinhos ante a cena imaginada por Sem Paciência presenciando a execução da aposta.

Tá bem. Aceitamos que tire da reta o seu…digamos…olhar fiscalizador. Mas dê notícias ao QUINTAL, como mero “observador” de apostas alheias, lógico que à prudente distância.

3. Piter Alves, revisitando a História:

“Achei que só eu tinha visto que o “fanático atleticano” Marcelo Oliveira tinha entregado o título da Copa do Brasil…”

Piter, você não está sozinho. Nunca esqueci a cena: Cruzeiro vencendo por 1 x 0, jogo equilibrado, mas sem darmos chance ao Atlético. Começa o segundo tempo. Cuca chama Guilherme, que entra e começa a mudar o panorama do meio de campo, com cruzamentos milimétricos para a área onde Prato estava até então sem ver a cor da bola. Quem passou a não ver a cor da bola foi nosso zagueiro Paulo André que, impassível, assistiu Prato, de cabeça, empatar e virar o jogo, em dois cruzamentos de Guilherme. A beira do campo, “nosso” técnico fazia olhar de paisagem.

Devemos muito a Marcelo Oliveira, um profissional eficiente, de caráter. Mas vinha mostrando nos últimos jogos que seu prazo de validade estava se extinguindo. Na partida que decidia a Copa do Brasil, com a entrada de Guilherme, no segundo tempo, bastava, a meu ver, chamar um de nossos volantes e determinar a ele: esqueça o jogo, cole no Guilherme!

Isto nos custou o hepta campeonato da Copa do Brasil!

4. Gol do Saci – atleticanos, com insistência, perguntando ao blogueiro onde estava o Saci Pererê quando era redigida a coluna, domingo, publicada segunda. O Saci estava ajudando o árbitro Eronei Cândido Alves a “garfar” o Boa.

5. Beth Makennel Makennel, direta ao ponto e com toda razão:

“o Ruralito é só para se preparar mesmo! Vergonha é ver a roubalheira das arbitragens. Tudo contra o Cruzeiro e a favor do time do MRV. Ontem, mais uma vez, foram terrivelmente favorecidos por um pênalti inexistente aos 44 minutos do segundo tempo. ”

6. Gleison Flávio confirmando que viu o mesmo jogo que eu vi, em Pouso Alegre. Muito diferente daquele Cruzeiro sonolento em que o jogador no meio do campo recebia a bola, dominava, virava as costas para o nosso ataque e atrasava para a defesa. Mesmo estando perdendo e mesmo estando nos acréscimos!

Agora estamos com um time determinado, jogando pra frente. Tem ainda muito a melhorar. Nesta semana que será só para treinamentos, quem sabe damos mais um passo pra frente? Tomara que Felipe Conceição faça o que fez no último jogo: não gaste vela com mau defunto.

7. O favorecimento ao Atlético, pela arbitragem, com a marcação de pênalti inexistente contra o Boa, aos 44 minutos do segundo tempo, suscita algumas questões:

a) se a jogada fosse na área do Atlético o pênalti seria marcado?

b) tem alguma lógica os condôminos atleticanos deste QUINTAL se defenderem voltando a falar na história contada por Benecy, na “compra” de juiz em jogo amistoso, que não houve, envolvendo o treinador Ênio Andrade e o goleiro Vitor, que nunca atuaram juntos?

c) essa “apelação” tem a ver com o encanto com a Milionária Selegalo-2 se desmanchando a olhos vistos?

8. Hamilton Matias, corajoso, prevendo a queda do Cruzeiro (mais, ainda?) quer ver comentários do QUINTAL, “daqui uns 4 ou 6 meses talvez” … “porque a verdade sempre prevalece e o melhor time também…”

Desculpe-me, Hamilton, quem está apostando centenas de milhões num time que já deveria nivelar-se com os melhores da Champions League, mas que só venceu o lanterna do campeonato mineiro com a ajuda de juiz, não é o Cruzeiro.

9. Fabricio enxerga o copo meio vazio e puxa a orelha do blogueiro por romantizar a derrota”. Para ele, “esse time do Cruzeiro não tem futuro e vai permanecer na série B”. Meu caro Fabricio, me permita discordar. Estou vendo progresso no time.

10. Rogério Borges, na mesma linha de Fabricio, acha o time do Cruzeiro “fraquíssimo”, duvidando que suba para a Série A. Rogério, compare um vídeo de jogos de um mês antes com o de domingo, mesmo que naquele campo horrível. Você verá que estamos melhorando.

11. Galo Doido New York apresentando sensível evolução na articulação de ideias. Nos exercícios de ontem disse o período corretamente, só trocando de posições Cruzeiro com Atlético: Como se sabe, o pensamento original é: “O Cruzeiro pode até nos surpreender de vez em quando, mas o Atlético nunca nos decepciona”.

12. Luiz Antônio Lopes, colocando ordem na casa, chama os atleticanos à reflexão:

“… vocês estão reformulando há 113 anos e não conseguem um time confiável!! Além do “RURAL” o que vocês ganharam nos últimos 50 anos, além de 1 Copa do Brasil, 1 Libertadores e Rurais???

Estão apontando o dedo para vocês mesmo!!!”

Desculpem-me os caros condôminos atleticanos deste QUINTAL mas, desde a saída de Sampaoli, nuvens escuras são frequentes em Vespasiano. Tem alguma coisa que não afina com as dezenas de milhões de reais queimadas todo mês em salários.

A frase de Luiz Antônio Lopes é profética:

Estão apontando o dedo para vocês mesmo!

13. Gleison Flavio-2 vai direto ao ponto:

Dalai, onde está o short branco de nosso uniforme?

Não sei, mas gostaria de saber. E mais, onde está a coroa dourada, tão significativa?

Símbolos assim, marcantes para milhões de torcedores, não podem ser tirados só porque dois ou três “sábios”, recém-chegados, se reúnem e decidem vulgarmente como se escolhessem entre espaguete ou bacalhau ao forno. Lamentável.

14. Dcap, sacudindo a poeira e dando a volta por cima após o tropeço em Pouso Alegre, pergunta por Nonoca. Todos queremos saber. Teremos a partir de hoje 4 dias seguidos de treinos, chance excelente para ele reaparecer. Dcap, indiretamente, concorda que estamos começando a esboçar um time de futebol.

Meu caro, não tenho “infinitos contatos” e nem estou “próximo de tudo no Cruzeiro”. Já estive, mas agora sinto-me feliz com meu lugar na arquibancada. E como zelador deste QUINTAL.

15. Gustavo Bianchetti, “surpreso” com o “número elevado de azuis graduados em comentaristas de arbitragem”. Por favor, Gustavo, alguma dúvida sobre a mão grande? Naquelas circunstâncias, a marcação do pênalti foi tão escandalosa como assalto a banco, em pleno expediente. Quem consegue conter a repercussão?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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