AÇÃO!

  • por em 19 de janeiro de 2021

Túlio Santos/EM/D.A. Press

             

Uma onda de acontecimentos negativos, uns já previstos, outros inesperados, coloca o Cruzeiro numa situação desafiadora exigindo reflexão e, sem demora, realinhamento de rumos, sob pena de tornar impraticável a sua recuperação.

Ninguém é culpado sozinho, nem mesmo Wagner Pires e, muito menos, o atual comandante do barco. Além de tudo que foi feito e não deveria ser, a pandemia mundial potencializa os problemas. E tirou a nossa torcida de campo. Aconteceu com todos, é verdade. Mas prá nós fez muito mais falta.

A caça às bruxas, agora, vai é precipitar o naufrágio. A prioridade AA são as dívidas urgentes, em especial as folhas salariais em atraso e para isto é imprescindível que arrogância, prepotência e egocentrismo, que estão nos afundando, saiam já de campo, dando lugar a uma composição de forças com objetivos definidos, sólidos, inafastáveis.

Há um monte de gente boa, com recursos financeiros e intelectuais que aceita entrar no barco para salvá-lo, mas exige expulsão de piratas e definitivamente apagada a vela acesa ao diabo. Atitudes dúbias minam a confiança, desmotivam os que querem e podem ajudar na urgente recuperação.

O barco está com o casco avariado, velas rasgadas, sem rumo definido. Do lado de fora, a Nação Azul espera atitudes firmes de comando. Nova rota de navegação. A meta é passar credibilidade.

Atos. Não palavras.

BATE PAPO NO QUINTAL

1. Wellington comenta o que somos hoje: “folha salarial de Série A para um time de várzea, sem sangue e mal treinado”. Você tem razão, Wellington, mas não pule do barco. Precisamos de gente como você, para a recuperação.

2. Flávio, no mesmo tom, observa que “o time de 2019 fez de tudo prá cair. O de 2020 fez de tudo prá não subir. ” De fato, em quase todas as partidas, os mesmos erros, a irritante troca de passes em nossa intermediária e as jogadas sempre prá trás. Muitas vezes comentamos aqui, neste QUINTAL, que o Cruzeiro estava jogando como time de condomínio, um ajuntamento. E tudo continuou do mesmo jeito até não ter mais jeito. Lamentável.

3. Galo Doido New York, revelando-se especialista em dialética e sofismas, quer um absurdo: misturar no mesmo balaio o título de Melhor Clube Brasileiro do Século 20, outorgado ao Cruzeiro pelo IFFHS, sediado em Bonn, na Alemanha, e reconhecido pela FIFA, com o de Campeão do Gelo, dado ao Atlético pelo autor de seu hino, Vicente Mota.

Menos, tá Galo Doido.

4. Alex Souza faz profunda e realista análise da situação do Cruzeiro, questionando principalmente contratações de jogadores e negociações com credores. Alex, erros administrativos existiram e continuam existindo, como a ridícula expulsão de jovens da base, porque receberam garotas de programa em um hotel de Chapecó. Deveriam eles, serem punidos. Não o Clube, como aconteceu. Mas contratações de jogadores são apostas que podem dar certo ou não. Trocas aplaudidas na época, como a de Mauricio por Pottker, com o Internacional, não deram o resultado que a gente esperava. Mas um dos maiores problemas são os absurdos contratos como o de Fred, Rodriguinho, Dodô, Dedé, entre outros. Simplesmente inacreditáveis os compromissos assumidos pelo Cruzeiro.

5 Momento INSTITUTO RIO BRANCO no QUINTALFlavio, cruzeirense, admite que a zoação de João de Deus Filho contra nós “infelizmente” tem fundamento. Resposta de João: “Realmente eu estou descontando um pouco do que sofremos durante anos. E apesar de estar curtindo a situação atual, sinto revolta pelo fato de os responsáveis por tudo isso não estarem atrás das grades. ”

Está criado, a partir deste momento, o TGB – Troféu GENTE BOA – solenemente entregue a FLAVIO e JOÃO DE DEUS!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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