ACORDA, CRUZEIRO!

  • por em 25 de setembro de 2020

Vinnicius Silva/Cruzeiro/Flickr

Chega de falsa identidade, fingindo que é time pequeno

Não se escondem por todo o tempo tantas glórias, nem se apagam como mágica as páginas heroicas, imortais, escritas nos últimos cem anos.

O Cruzeiro é grande demais pra se apequenar desta forma!

A derrota para o CSA, com três gols de cabeça, jogadas infantis só vistas em peladas de condomínio, encerra um ciclo de horrores. Certamente, expiação que tínhamos de passar, para purificar a alma.  Castigo pelo bullying contra indefesos atleticanos nesses últimos 60 anos, com raras interrupções. Como já se disse: só agora, provando da mesma tortura, sentimos o quanto dói, o quanto machuca.

Estamos assim pagando pelos nossos pecados. Mas a penitência não pode ser infinita. Tem de acabar hoje, quando vamos mostrar no campo o valor de bons treinamentos.

Confesso que estou particularmente ansioso, nesta noite, pra ver o primeiro escanteio. Contra ou a favor.  Pelo dedo se conhece o gigante, dizem os sábios. Pequenas amostras revelam grandes conteúdos. Simples escanteios denunciam o que foram os treinos ou o que não foram. 

A nosso favor, será o fim da linha ver os zagueiros atravessarem o campo, se posicionando na área inimiga, e o batedor mandar a bola nas mãos do goleiro, ou rasteirinho pra facilitar o rebote.

Contra nós, se não tiver alguém na entrada, pra cortar o primeiro cabeceio de raspão, inimigo, invadiremos o Mineirão.

O mesmo valerá para faltas.

Te cuida Ney Franco. 9 milhões de técnicos estarão de olho em você, nesta noite.

BATE PAPO NO QUINTAL

1. Vi ontem o vídeo comemorativo do nosso Centenário. Show. Cenas rápidas de espetaculares conquistas acordam nossa memória. Como pudemos vencer tanto?

Éramos felizes e sabíamos!

2. É do planejamento deste QUINTAL não bloquear e não responder. As estocadas ferinas, com esgrima, até admiro. As baixarias, a exposição pública voluntária nos ensina a suportar (quem está na chuva é pra molhar) e afinal, elas dizem mais de quem ofende.

Mas quanto a não responder, é um suplício ficar calado ante peças tão bem formuladas, de cruzeirenses me cobrando pelos seis pontos e de atleticanos revidando a “sala de troféus”. Gente que sabe redigir, como João de Deus Filho, Alexandre Pereira, Rogério Oliveira Oliveira, Geraldo, Udi Stamps, Peppeu, Mineirin, Gustavo Bianchetti, José Antônio, Romulo, Gunther Hofner, Tonidandel, Celio Maciel de Oliveira, Luiz Antônio Lopes Barcelo, Junior Fernandes, e outros.

Os atleticanos que valorizam este QUINTAL com peças nota 10 em redação, no ENEM, só perdem para este aprendiz de blogueiro em um item: os fatos, os títulos do Cruzeiro, me permitem escrever com a RAZÃO. Eles, exatamente pela falta de títulos, só podem apelar para o CORAÇÃO. Fica até bonito. Mas vazio.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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