PANCADA!

  • por em 20 de setembro de 2020

Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Flickr

A derrota para o CSA, por 3 x 1, nos pegou no contrapé da esperança.

Na semana só para treinos, a Nação Azul, restaurando as melhores expectativas fez um pedido: jogadas ensaiadas nos escanteios e nas faltas.

Infelizmente,  quem ouviu foi apenas o treinador do time alagoano e tomamos três gols de cabeça.  O primeiro deles, repetindo a jogada mais antiga e mais conhecida: escanteio batido no primeiro pau, alguém dá uma casquinha na bola, tirando a defesa do lance, e outro companheiro complementa também de cabeça. Quando Dedé ou Marcelo Moreno estão em campo esta jogada é impossível porque eles se posicionam exatamente na frente de todos, na pequena área, rente a linha de fundo, para afastar a bola.

Como hoje eles não estavam, porque não achamos um outro pra fazer freelance naquela região?

Lamentável!

Até os 12 minutos iniciais, o Cruzeiro estava bem e dominava. Teve bola na trave e três escanteios. Evoluímos, porque, nenhum deles foi batido direto na mão do goleiro ou na cabeça de um defensor. Houve mudança, embora improdutiva: escanteio cobrado pra fora da área, de onde a bola é cruzada. Alguém tem de explicar qual a vantagem de se trocar um cruzamento de linha de fundo, por outro, mais distante, vindo em perpendicular para a área. Todos os três escanteios a nosso favor foram para o lixo.

Quando, pela primeira vez o CSA chegou à nossa área, por afobamento colocamos para escanteio uma bola que se perderia na linha de fundo. Diego Renan, nosso ex-lateral, atravessou o campo e foi lá para o outro lado cobrar. Comentei na hora, com amigos: Tomara que não seja jogada ensaiada. Mas foi, dando o primeiro gol para o CSA.

O segundo, batida de falta da intermediária, com a bola pingando na pequena área e um zagueirão alto entrando de cabeça pra marcar.

Nossa defesa, privilegiada, assistiu de pertinho todos os gols, brincando de “estátua”, aquele jogo em que você não pode se mexer.

Mas a vida continua. O Cruzeiro não é descartável como uma casa, um carro, um colega, um sócio, uma mulher, um homem. Tudo isto você pode arrancar de seu patrimônio ou de seu coração, o Cruzeiro, não! É impossível deixarmos de ser cruzeirenses. Ele está incorporado em nós como um órgão e um sentimento. Intocável e introcável!

Bora então reconstruir o time.  O que podemos fazer?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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