PERDIDOS NO FUTURO

  • por em 5 de janeiro de 2021

Vinnicius Silva/Cruzeiro/Flickr

Como depois de uma pancada em que se vai ao chão e, meio atordoado, a gente tenta levantar. Cabeça zonza, corpo doído, não sabemos direito que rumo tomar. Vamos prá lá? Prá cá? Ficar parado?

Só temos uma certeza absoluta: o Cruzeiro é maior do que nós! Este patrimônio muito mais metafísico do que imobiliário, construído em cem anos, que nos foi legado e não sabemos momentaneamente preservar, este acervo histórico, imortal, é o que importa. Diante dele, arrogância, prepotência, achismo aventureiro, incompetência, farisaísmo, tudo isto se apequena. As comemorações do Centenário, embora tímidas pela situação do Clube e pela pandemia, ainda assim revelaram o amor explosivo da Nação Azul. O hino ganhou de novo as ruas, pedaços de chão que já testemunharam festejos impensáveis em tempos não tão distantes.

O Cruzeiro agora depende do que vamos fazer com ele. Podemos até não saber como empurrar prá frente. Mas sabemos o que puxa prá trás: atos dúbios, gerando desconfiança; as já famosas duas velas, a Deus e ao diabo; a insistência em manter o que não dá certo, pois errar é humano, mas persistir no erro é burrice.

“A vida é todo dia”, mas a felicidade para o cruzeirense é ver o time jogar como Cruzeiro. Será que estamos, ainda que minimamente, tentando fazer isto? Ou seja, treinando um esquema sem camisa 10, porque não temos camisa 10?

Vamos conferir sexta-feira. Às 21h30, contra o Sampaio Correia, em São Luís, no Maranhão. Em campo, aqueles jogadores vestindo uma das três camisas mais gloriosas do Brasil vão mostrar como se joga, ou como não se joga futebol?

BATE PAPO NO QUINTAL

1.Está se aproximando a rodada em que “segue o líder” será apenas mais um sonho de noite de verão. Aí vamos colocar em prática uma lição que os atleticanos nos deram com aquelas plaquinhas, no Mineirão, de OBRIGADO BORÚSSIA ou OBRIGADO BAYER.

Vamos dizer OBRIGADO para São Paulo, Flamengo, Palmeiras, Inter ou Santos? Ou para os cinco?

2. Mario, obrigado pela mensagem. Um bom ano novo para nós todos, com vacina e sem confinamento. E uma redução drástica nas placas de “aluga-se”.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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