UM POUCO, APENAS, MAS MELHORAMOS!

  • por em 26 de outubro de 2020

Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Flickr

A gente queria mais. Precisava e esperava mais, por isso o empate contra o Náutico, ontem, frustrou muitos torcedores. Alguns, irritados, chegaram a comparar o time e Felipão com tudo que tivemos antes e não deu certo.

Não vejo assim. Tivemos algum progresso. Basta imaginar o que não vimos no jogo contra o Náutico: o excesso de passes horizontais na nossa intermediária e os chutes a esmo, rumo ao gol adversário, sem o menor perigo. Isto a gente via toda hora. Ontem houve apenas uma tentativa, no segundo tempo, pelo Machado, logo repreendido por Felipão.

Outro detalhe: Atacamos mais, ontem, do que em qualquer outro jogo anterior, exceção de quando enfrentamos a Ponte Preta. Ficar um tempo inteiro sem nem ameaçar a meta adversária era uma trágica e desesperadora rotina cruzeirense. Melhoramos, ontem.

O nosso gol surgiu de uma reposição do goleiro Fabio, passando a Patrick Brey na ponta esquerda. Ele avançou mais e cruzou para o desvio certeiro, de cabeça, de Airton. Três passes em profundidade. A gente nunca fez isto, nos últimos jogos.

Após a partida, o comentarista Roger Flores indicou pontos fracos como uma transposição mais aguda e eficiente entre o meio de campo e o ataque, a consequente inoperância dos centroavantes, mas observou: “não é de uma hora para outra que um time totalmente desorganizado passa a jogar bem”.

Em outras palavras: vamos dar tempo a quem, no comando, sabe o que está fazendo. Sem a tensão emocional do campo, com calma, vendo o VT da partida, ao lado de seus auxiliares, Felipão certamente vai analisar os pontos mais reclamados pela torcida: Sassá e Moreno podem mesmo atuar juntos? Marquinhos Gabriel merece a titularidade? Quando será dada uma chance para o Zé Eduardo?

Como o próximo jogo será sexta feira, teremos tempo para testar reformulações em campo e, quem sabe, colocar cara nova em nosso ataque. Tomara!

BATE PAPO NO QUINTAL

1.Na coluna em que abordamos “50 Anos de Bullying”, destacamos que o protagonismo do Cruzeiro em Minas começou na era Felício Brandi, em 1961, prolongando-se pelos 20 anos seguidos em que ele dirigiu o Cruzeiro. A base de sua “evangelização cruzeirense” foi a assistência aos alunos das escolas públicas de todo o Estado, que recebiam anualmente o kit celeste, com cadernos, lápis, réguas, etc.

Sensibilizado, o leitor Luiz Antônio Lopes Barcelos compareceu ontem a este BATE PAPO para dar o seu valioso testemunho: em 1968, ele estudava no Grupo Escolar Francisco Sales. Estava em sua sala de aulas quando lá entrou Pedro Paulo, lateral direito do Cruzeiro, distribuindo o kit cinco estrelas a todos os alunos. Depois sorteou uma bola de futebol, ganha pelo Luiz Antônio.

Ações como estas, aliadas a um punhado de craques, fazem nascer um time do mundo!

2. Salientei a primazia do Cruzeiro em jogar no horário nobre de domingo, e não foi a primeira vez, com transmissão direta da Globo. Fui repreendido pelo Davi e pelo Gustavo Bianchetti, lembrando-me que o Atlético havia jogado sábado, o Flamengo iria jogar contra o Inter às 18h15 e o Corinthians havia jogado na quarta. Assim, por exclusão, exibiram o do Cruzeiro às 16h. Ademais, vários jogos da Série B são transmitidos aos domingos.

Desculpem-me, mas não é bem assim. Outros jogos da Série B às vezes são transmitidos aos domingos. Mas raramente às 16h.

Ontem, por exemplo: Botafogo – SP x Vitória – 20h30; Guarani x Avaí – 18h15; Figueirense x Juventude – 18h15.

Neste particular, as tabelas das Séries A e B foram organizadas de forma a possibilitarem, em várias rodadas, jogos do Cruzeiro domingo à tarde. A nobreza obriga.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

All Comments